Santiago do Chile: uma cidade Baby-Kids friendly

cidade Baby-Kids friendly
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Se você não tem um filho, procurar por uma cidade Baby-Kids friendly nunca foi tua preocupação e esse tipo de expressão nunca fez parte de teu vocabulário. Nem fazia do meu, até esta minha última viagem.

Viajo com o Léo desde que ele completou 3 meses, quando visitamos Canela e Gramado. Depois fomos para a Argentina quando ele tinha 7 meses e ficamos 3 meses na Europa (passando pela Holanda,  Alemanha e 4 países do leste europeu antes do  Leo completar 2 anos.

Em todas essas viagens, nossa única preocupação era deixar mais tempo para conhecer a cidade (correria não dá certo com bebês) e levar o carrinho de passeio com tudo o que ele precisaria (leite, comida, frutinhas e chupeta).
Ele se irritava, claro, principalmente quando começou a andar, mas até então, fazíamos a nossa programação e ele era obrigado a nos acompanhar.

Agora, para o Chile, foi diferente.
O Léo estava com 2 anos e meio, com vontade própria e capacidade de verbalizar seus desejos (além de saber fazer birra caso não fosse atendido).
Por isso, decidimos manter os 16 dias de viagem em Santiago e redondezas, pois sabíamos que faríamos tudo bem mais devagar e que poderia ocorrer imprevistos (sim, ele passou mal e precisou ser medicado! FICADICA: Use seguro viagem!).

Santiago do Chile: uma cidade Baby-Kids friendly

Enquanto planejava meu roteiro do que fazer em Santiago, comecei a perceber que ela era uma cidade Baby-Kids friendly e comecei a me empolgar. Claro que, a maioria dos posts que eu lia sobre “O que fazer em Santiago com crianças” eram textos de pessoas que iam para lá com crianças e que intercalavam atividades adultas com atividades infantis.

Li posts que mostravam atividades “adultas” nas quais a criançada também acompanhava. O que não curti é que a maioria destes roteiros eram cheios de atividades, sem sequer pensar na soneca da criança ou no próprio descanso que ela merece ou possíveis imprevistos.

Nossa pegada era outra. Queríamos claro, fazer atividades adultas, mas queríamos que a cidade fosse interessante para nosso filho e que sair do hostel (que ele chamava de Casa do Téo) fosse algo prazeroso para ele (meu filho é muito caseiro, assim como eu).

Bom, dos locais citados nos blogs, me interessei em levá-lo ao MIM (Museu Interativo Mirador), ao Zoo do Cerro San Cristobal (parque Metropolitano) e ao Zoo de Buin (uma cidade vizinha à Santiago).

  • O Museu Interativo Mirador (MIM)

O MIM é maravilhoso.
Pretendo em muito breve falar sobre ele!

Uma espécie de museu de ciência (um pouco como é o Catavento aqui em SP) e atende as crianças maiores, mas havia um setor pequeno (e limitado a apenas 1 acompanhante adulto) direcionado às crianças menores.

O Léo adorou aquele lugar e foi difícil tirá-lo dali.
Se você tem criança maior, se prepare para ficar por lá pelo menos por uma meia jornada)!

  • O Zoo do parque San Cristobal

Já o Zoo do parque San Cristobal eu não gostei.
Ele é bem simples e pequeno, com corredores estreitos e desnivelados.

Fomos em um domingo (maior besteira) e encontramos um Zoo super lotado. Filas imensas para entrar no funicular (decidimos seguir a trilha a pé até a entrada do Zoo e pegamos o funicular para subir ao topo do cerro).

Se você tiver problemas de locomoção, desista de visitá-lo. Como ele foi construído em um morro, você pegará diversas ladeiras e escadas.

  • O Zoo de Buin

O Zoo de Buin, distante uns 40 minutos da capital, pelo contrário, é muito mais diversificado e interessante.
Eles o fizeram em um espaço imenso e plano e dividiram o espaço por território (andino, americano, africano, asiático, europeu e etc).

Fomos durante a semana, mas como era período de férias, estava cheio de gente.

Diferente do Zoo que se encontra dentro da cidade de Santiago, o Zoo de Buin tem corredores mais amplos e, mesmo cheio de gente, pudemos deixar o Léo correndo sem o perder de vista (o outro foi impossível).

  • Os parquinhos públicos de Santiago

Porém, o que mais me interessei e o motivo pelo qual afirmo que Santiago é uma cidade Baby-Kids friendly é que lá (talvez seja uma característica do Chile, mas não posso afirmar) há muitos parques públicos e na maioria destes parques encontramos “playgrounds” novos, coloridos e interessantes.

Exato! Ou como o Leonardo dizia: tinha “parquinhos”.

A cada canto que íamos tinha um e meu filhote, que descobrimos ter um ótimo senso de direção, nos apontava o caminho que deveríamos seguir.
Nos dias que queríamos visitar algum museu ou algum lugar que não o agradaria, prometíamos levá-lo depois em um parquinho e ele não via a hora. Ficava direto nos pedindo para ir até lá.
E se, sem querer, passávamos por algum (e sempre passávamos), tentávamos distraí-lo com qualquer assunto para que ele não visse e pedisse.

Os melhores e maiores que encontramos estão no Parque Florestal, perto do museu Belas Artes. Todos os “playgrounds” são coloridos e bem cuidados e no caso dos dois que encontramos neste parque, haviam diversas opções e níveis de “dificuldades”.

Para quem não tem crianças, este parque é delicioso de caminhar, principalmente no inverno (adoro as folhas secas das árvores). Ele é um parque linear, plano e inicia quase perto do “Mercadão” e vai até a praça Itália. Era o momento que tirávamos o Léo do carrinho para que ele corresse e muita gente faz caminhada, corridinhas e caminha de bike.

O parque Florestal no inverno (e o único dia que vimos os Andes rosados)

Mas eu consigo fazer atividades de adulto com crianças?

Nós conseguimos entrar em alguns museus. Em alguns ele saiu correndo; em outros, ele entrou dormindo dentro do carrinho (é um trambolho, mas que ficarei triste quando nao der mais para usar) e conseguimos também visitar 3 vinìcolas e diria que, exceto a Undurraga, que ele dormiu no caminho e “atrapalhou” a visita do Thiago, as outras duas (Emiliana e Veramonte) são Baby-Kids friendly. A Veramonte inclusive deixou canetinhas e desenhos para o Léo se divertir. No caso da Emiliana, ele se divertiu correndo atrás dos bichinhos.

Cuidados ao viajar com crianças

Pretendo um dia escrever um post apenas sobre isso. Como disse acima, dos 16 dias de viagem, deixamos 4 para Vina e Valpo e o restante para Santiago. Você certamente dirá que é muito tempo. Pode ser! Mas apesar de todo esse tempo, não vimos muita coisa como a troca da guarda, não entramos no Moneda e nem nos museus de Neruda.

Não dá certo fazer com crianças o ritmo frenético de viagem que muitos fazem (acordar cedo, tomar café, fazer check em nossa checklist do dia e voltar apenas para dormir). Acreditem: crianças se estressam!
E o Léo, que não estava neste ritmo frenético, passou mal exatamente 1 semana depois.

Estávamos no Cerro San Cristobal, quando ele começou a reclamar e a ficar chatinho. Foi questão de minutos para começar a vomitar. Ele não havia comido nada de diferente, mas após isso, nada que ele comia, parava no estômago.
Voltamos para o hostel (estávamos no Casa Roble), demos um banho nele e tentamos faze-lo comer. Não aceitou nada, queria apenas dormir. Acionamos o seguro saúde e recebemos, em menos de 30 minutos, a visita de 2 médicos em nosso quarto, que o analisaram e o medicaram.
O dia seguinte estava lindo! Um céu maravilhoso com um sol de inverno delicioso, mas ficamos dentro do nosso quarto. Ainda naquele dia ele comeu muito pouco e todo o suco de maça e bolacha maisena que ele tomou, ele devolveu, mas foi aos poucos melhorando.

Com isso, reafirmo: mesmo dentro do Brasil, se teu plano de saúde não é nacional: faça um seguro saúde! Imagine a dor de cabeça de ir atrás de um PS (seja público ou privado) para ser atendido?
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About Juliana (www.turistando.in)

Sou a mãe do Léo quase full-time, professora de italiano (por algumas horinhas), esposa de um doutorando (que me deixa maluca) e, claro, a faz-tudo do Turistando.in!

14 thoughts on “Santiago do Chile: uma cidade Baby-Kids friendly

  1. Muito bom mesmo! Quantas atividades legais! Não tenho filhos mas quando encomendar, certamente Santiago será um dos destinos! Adorei o cuidado que a Veromonte teve com o pequeno! Parabéns pelo post:)

  2. Esse post tá sensacional, Juliana. Eu também viajo em ritmo lento, não gosto desse negócio de tirar fotos e ir embora, como muitos fazem. Gosto de apreciar cada lugar, visitar coisas fora dos pontos turísticos e conversar com gente na rua. Com criança não rola correria mesmo.
    Espero que o Léo tenha se recuperado rápido e tenha aproveitado os outros dias da viagem.

    1. Pois é, Gisele… Eu não tenho mais esse ritmo frenético de vàrias coisas ao mesmo tempo… Com criança então,se torna impossìvel!
      Ficamos de molho com o Léo apenas na segunda feira (a ùnica com um sol lindo – rsrsrsrs). Na terça, ainda retornamos apòs o almoço para ele dormir um pouco, mas foi por precaução.
      😉

  3. Não sabia que Santiago tinha essa fama mas fiquei super feliz com isso, já tinha lido sobre a vinícola e já tinha achado o máximo, agora esse vários parquinhos (chamo assim também hahahaha) são um encanto, criança adora. Mais uma atenção pra sempre viajar com seguro viagem, imagina como seria complicado lidar com o pequeno passando mau sem, mas ainda bem que ele se recuperou bem. Ah se o MIM lembra o Catavento aqui em São Paulo então já sei que vou gostar,

  4. Fico imaginando como o ritmo da viagem com crianças (principalmente as pequenas) seja bem diferente.
    Adorei a dica do Zoo de Buin e do Parque Florestal, muito lindo!! Não imaginei que desse para visitar vinícolas com crianças. Ainda mais locais preparados para recebe-las, que demais!

  5. Não fazia ideia de que santiago é uma cidade baby-Kids friendly! Confesso que realmente não conhecia esse termo até agora! haha! Mas percebi que realmente algumas dessas atrações que você citou realmente são boas tanto para adulto como para crianças!
    Alias, sou louca para conhecer as vinícolas de Santiago! Que legal que duas das que vocês foram são baby-kids friendly!
    Acho que a forma que você fez a viagem é realmente a melhor. Fazer atividades adultas, atividades infantis e ter o tempo de descanso. Se não realmente fica muito estressante, embora como você disse, tem gente que faça. Mas ai acho que fica parecendo obrigação correr com tudo. Se mesmo com vários cuidados ele ficou doente, imagina com um roteiro apertado! Tadinho, a carinha dele na foto ta uma fofura! rss
    Adorei o post! Santiago aumentou ainda mais “no meu conceito”! rss =)

  6. Eu não tenho filhos então não tenho ideia da logística de se viajar com criança, mas penso que se este serzinho faz parte da viagem suas vontades e conforto deve ser levado em consideração também, não?! Bem assim como vocês fizeram. 🙂

    Meus pais sempre viajaram comigo e com minha irmã e sempre encaixaram atividades infantis, mas nós fazíamos muitas atividades de adulto também. Eles que desenvolveram minha paixão por viagens. Eu gostava de tudo, de todas as atrações, nunca cansava, mas tinha problemas na hora de comer.

    Era muuuuito chata para comer e dava muito trabalho para meus pais. Acho, pelo que me lembre, era o único momento em que fazia birra, batia o pé e dava trabalho para meus pais. rsrsrsrs bjus

  7. Eu sou muito suspeita para falar de Santiago, porque é uma cidade que amo de paixão. Voltaria sempre que possível, e mais feliz ainda em saber que meus futuros filhotes serão tão felizes quanto Léo foi nos ‘parquinhos’. Outro fator que merece destaque é a segurança incrível da capital. Sempre ando por lá sem muito medo (exceto pelos pequenos furtos e batedores de carteira, mas isso toda cidade grande, né?) – e isso deve ser um diferencial incrível para quem viaja com criança.
    Ah, adoro o Parque Florestal – tão lindo, vivo e bem localizado. Sempre faço hora por lá a cada passagem pela cidade!

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