O que fazer em Rosário na Argentina

Ponte Vitoria em Rosario argentina

Terceira vez na Argentina, fomos desta vez conhecer a cidade de Rosário, no noroeste do país. Diferente da cidade de Buenos Aires, Mendoza e San Rafael, nas quais visitamos por turismo, fomos à Rosário a “trabalho” e, para quem está afim de zanzar pelo país, visitá-la é uma boa pedida.

Mas o que tem de bom em Rosário?

Rosário é uma graça, com ruas simétricas, alguns prédios antigos, várias praças, uma costa de rio longa e maravilhosa e ótimos restaurantes. Você pode apenas dar uma passadinha por ela (e em um dia fazer tudo correndo), ou aproveitar alguns dias na cidade (como nós fizemos).

Segue abaixo nossa dica turística:

Como chegar em Rosário?

Há voos diretos SP-Rosário pela Latam (quando viajamos também tinha Gol), mas também é possível fazer escalas em BsAs (nós viajamos pela Argentina Airlines e Austral).

Se você está Buenos Aires é possível pegar ônibus. Há vários horários na estação de Retiro, mas também há uma linha que segue para Rosário a partir dos aeroportos. Em um post anterior contei como foi a saga da escolha e da compra do bilhete (leia aqui).

Onde ficar em Rosário

La Casona di Don Jaime 2Nós ficamos no hostel La Casona de Don Jaime, no centro da cidade. O hostel é bem localizado!
A partir dele é possível chegar na costa do rio Paraná, na Peatonal Cordoba (bem perto), na Pellegrini (10 quadras), em Pechincha (que acabamos não indo!!!!!) e no Monumento à Bandeira (no final da Peatonal).

Não é necessariamente barato, mas obviamente mais em conta que um hotel. Fomos em 2015, com uma cotação de 1 ARS = 3,10 pesos. Conseguimos uma pessoa que nos comprou R$ 1500,00 com a cotação de 1 ARS = 3,50.

Naquela época, o sábado do final de semana prolongado nos custou ARS 600 e a sexta e o sábado do último final de semana nos custaram ARS 450 por noite. O domingo e os dias de semana nos custaram ARS 380, com uma soma de ARS 3780 ou R$ 1080,00 pelas 9 noites. Apenas para uma comparação, na mesma época, o quarto mais econômico que restava do hotel Plaza, com duas camas de solteiro e um berço, pagaríamos R$ 1600,00. Se quiséssemos com cama de casal, subiria para R$ 2100,00.

Se você não pretende zanzar pelo centro, querendo apenas conhecer a costa e o monumento à bandeira (que é lindo durante o dia e especialmente à noite), pode se hospedar nele ou perto dele ou nas proximidades da costa. Aliás, passear pela costa é uma das melhores atividades na cidade!

Onde comer em Rosário

A gastronomia da cidade é maravilhosa. Está cheia de bares, restaurantes e cafés. Escrevi sobre alguns dos locais que visitamos, mas dentre todos o que fomos, recomendo o restaurante Refineria, um local muito agradável, refinado e com pratos deliciosos.

Há também ótimos locais para comer uma boa parrilla (tanto de carne como de peixe) ou simplesmente um assado, uma massa ou uma pizza.

O que não rola em Rosário, pelo menos não encontrei nenhum local que valesse a pena, é sentar para tomar um bom café espresso. Tive várias péssimas experiências. O único local no qual o café era bom (bom não significa excelente) foi no Havanna. O restante de ruim para péssimo e o pior: caro! Nada abaixo dos R$ 5,00 (valor em 2015).

O que fazer em Rosário?

A cidade não é propriamente turística, mas há bastante coisa a se fazer.

  • Região Central

Se você curte compras, o calçadão (Peatonal) Córdoba vai te agradar bastante, apesar de eu não ter encontrado nada com preço que valesse a pena. Se você não curte compras (como eu), vale a pena caminhar por ela. Há vários prédios antigos e bonitos que valem a pena dar uma olhada.

No entanto, você não vai encontrar restaurantes nesta rua. Nós encontramos apenas um (o Avgvstvs, bom, mas carinho) e um local pequeno ao lado do Havanna, que servia poucos pratos diários.

Para tomar café, além do Havanna, tem o Newport (um café horrível. O mesmo para os cappuccinos que minhas amigas pediram) e um dentro da livraria Ateneo.

No final da Peatonal, sentido o rio, há uma praça bem gostosa, a Plaza 25 de Mayo, com a catedral da cidade ao fundo (a Basílica “Nuestra Señora Del Rosario“).
As duas vezes que passamos por ela estava fechada!

  • Região da Costa


Ao lado da catedral está a entrada para o imenso Monumento à bandeira argentina.
O complexo é muito bonito, com esculturas, colonatos e um museu e vale a pena fazer uma visita durante o dia e a noite (quando iluminam o obelisco nas cores da bandeira da Argentina).

Para cadeirantes ou mães com bebês, como nós, há uma rampa de acesso ao lado direito do monumento.

Do monumento, você está a poucos passos do Rio Paraná e sua costa. Antes de chegar perto do rio, você passará por um imenso gramado (um tipo de parque) no qual os rosarinos, aos finais de semana, se sentam para um picnic, um mate ou um solzinho!

 

Claro que, apesar da placa de proibido, alguns se sentam para pescar! Além da pescaria, é muito comum ver o pessoal vendendo doces, especialmente churros pelo parque.

Aliás, no trecho que circulamos (da estação fluvial até a Av. Espana) toda a costa é dividida em parques. No caso do parque em frente ao monumento se chama Praça do Monumento, ao lado, Parque Espanha e mais a frente, o Parque das Colectividades.

Por conta disso, a costa do rio é bastante movimentada aos finais de semana e é um passeio bastante agradável durante qualquer dia da semana e horário.
Nós iniciávamos o passeio no final da Av. Pte. Rocca e descíamos sentido o monumento à bandeira e às vezes até continuávamos o passeio mais para frente.

Uma coisa interessante é ver, próximo à margem do rio, o espaço onde os rosarinos fazem suas parrillas. Não sei se era permitido, mas pegamos um elevador e fomos até lá!

Caso você queira, é possível fazer um passeio de barco pelo rio Paraná até a ponte Vitoria. É um passeio interessante, um pouco tedioso – rs, com a duração de 2 horas.
Há várias empresas que oferecem o passeio. Pagamos 120 pesos/pessoa pelo passeio.

  • Região perto do Parque Independencia

Saindo da costa, outra rua interessante para circular é a Pellegrini, cheia de bares, lojas e restaurantes. Seguindo essa avenida, veremos o pulmão da cidade, o Parque Independência, que nada mais é que vários quarteirões imensos apenas de verde (ou se preferir, um parque com várias estradas passando por ela).

Gozações a parte, o parque é bonito e deve ser muito bem frequentado no verão ou no final de semana (fomos em um dia de muito frio).

Se você veio andando da Pellegrini, se encontrará primeiro com um busto de Beethoven e depois com um curioso calendário feito por flores (que todos os dias, desde 1942, jardineiros replantam as flores para marcar a data do dia).

Neste quarteirão do parque, há um lago artificial, com uma bela ponte e pedalinhos, além do estádio do Newells Old Boys, onde jogava o Messi no início da carreira, ao lado do museu Histórico Provincial e de um hipódromo.

Atravessando a imensa avenida (sem farol, uma doidura), encontramos um roseiral com algumas esculturas e fontes (entre elas uma imensa fonte de cerâmica considerada a maior do mundo), o Museu de Belas Artes e o “Jardín de los Niños”, onde algumas crianças aprendiam a andar de bicicleta – rsrsrs

Comidinha

E se você curte junk food de rua, que tal provar um dos lanches dos traillers em volta da praça?
Há vários por ali, mas não se espante se no meio da tua refeição aparecerem visitas voadoras! Alguns rosarinos que comeram no mesmo momento que nós, começaram a jogar pedaços de pão para alimentar os pombos (e assim, atrair mais para perto de nós)

Claro que, se você não curte junk food e muito menos street junk food (rs), a opção é seguir pela Pellegrini e sentar em algum dos seus vários restaurantes.

Nesta rua, almoçamos apenas no “La Estancia“, uma das churrascarias indicadas pelos hotéis. Tivemos alguns inconvenientes no restaurante, entre eles, pedir uma salada, ela não vir e depois ser cobrada (escrevi aqui no blog sobre isso).

Cafés

Café nós fomos em dois diferentes. Cada um em uma ponta.
O primeiro que fomos foi o Milano. Depois de rodarmos o parque, queríamos tomar algo quente (além de ir ao banheiro – rsrsrsrs). Encontramos o Restobar Milano e ali entramos.
Como havíamos acabado de comer um lanche imenso, pedimos apenas um café.
Em BsAs, algo que eu e meu marido fazíamos era pedir um espresso doble. Continuava forte e sai mais barato que 2 espressos.
E assim pedimos!

Bom, era o 2° café puro que pedíamos na cidade e estava horrível! Muito aguado! Fraco e com gosto de pó queimado!

A segunda vez que fomos, no charmosinho Cuatro e Cuarenta, pedimos apenas um espresso (para provarmos) e 3 docinhos diferentes. O rapaz não entendeu muito bem o nosso portunhol e nos trouxe 2 espressos. O bacana é que ele percebeu o nosso desconforto e eu tentei explicar que estávamos com dificuldade de achar um bom café. Na hora ele me disse: “Ah….. vocês precisam pedir então um ristretto. O nosso café normalmente é mais fraco em relação ao Brasil”.
E, além de nos fazer um novo café, nos disse: “vocês precisam ir em um local que sirva café com grão colombiano ou brasileiro”.
Na hora me lembrei do Martinez, em BsAs. Os expressos eram classificados por tipos de grão. Falando em Martinez, o único em Rosário também fica na Pellegrini, mas não fomos!

Rosário e Che Guevara

Rosário é a cidade natal de Che Guevara. Ele não ficou muito tempo na cidade, mas a casa onde ele nasceu virou ponto turístico. A tristeza é que o prédio (muito bonito, por sinal) não se transformou em museu (além claro, da imensa propaganda da empresa de Seguros).

Apesar disso, vale a pena dar uma olhada e, se quiserem, seguir alguns pontos turísticos da cidade que levam o seu nome. Nós fomos apenas na casa e em um espaço cultural que leva o seu nome.

Onde trocar dinheiro em Rosário

Se você resolveu viajar para a Argentina, certamente percebeu a dificuldade em trocar Reais por Pesos aqui no Brasil.
Moro no centro de SP e liguei em todas as casas de câmbios por aqui e nenhuma trocava.

Talvez tenha ouvido dizer que é melhor levar dólares, pois a galera nas ruas prefere comprar. Pode até ser, mas você pode perder 2 vezes: com o câmbio do real para
o dólar e do dólar para o peso (foi o que ocorreu com uma colega nossa que trocou quase todos os seus dólares por pesos no aeroporto. O pior local).

Quando fomos para Buenos Aires, em 2013, vimos várias pessoas fazendo a troca clandestinamente na rua Florida, mas em Rosário não é tão fácil assim. Você
pode circular pela rua Corrientes e talvez encontrar uns velhinhos que compram dólar e real (e que parecem italianos mafiosos – rsrsrsrs), mas não sei se é bom contar com isso.
Uma opção é perguntar no hotel / hostel se eles fazem o câmbio. Em BsAs me lembro de ter visto alguns restaurantes que aceitavam reais.

🙂

About Juliana (www.turistando.in)

Sou a mãe do Léo quase full-time, professora de italiano (por algumas horinhas), esposa de um doutorando (que me deixa maluca) e, claro, a faz-tudo do Turistando.in!

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