Onde se hospedar em Santiago do Chile: Casa Roble Hostal

Casa Roble Hostal

Casa Roble Hostal

Mais uma dica de nde se hospedar em Santiago do Chile. Nos programamos para ficar 9 noites em Santiago e depois de nossa ida para Viña e Valpo, nos hospedamos no Casa Roble Hostal.
Nele deveríamos ficar por 3 noites antes de seguirmos para Santa Maria (perto dos Andes) onde ficaríamos em um Hostal Rural, mas como nosso filho passou mal, aumentamos mais 2 noites por aqui (#ficadica: viaje sempre com seguro saúde! Recebemos 2 médicos neste hostel para ver e medicar o Léo. Faça uma pesquisa de preço aqui).

Nos 3 primeiros dias ficamos em uma suíte twin privada no andar superior e ao lado do terracinho do prédio. Nos 2 dias extras ficamos no térreo, em um quarto compartilhado (único livre, mas que só tinha nós 3).

A localização do Casa Roble é boa e central.
Está perto do metrô Baquedano (estação que liga a linha vermelha e verde) e da estação Bustamante (linha verde) e a alguns passos do Parque Florestal (com o museu de Belas Artes), do Cerro San Cristobal e do Cerro Santa Lucia.

Fizemos tudo a pé!

Avaliação do Casa Roble Hostal:
Sua avaliação online também é boa: TripAdvisor (4.5 de 5), Booking (8.5 de 10) e HostelWorld (86%) (notas de set/2017).

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Como chegar até o Casa Roble Hostal?

O hostel se localiza na Rua Viña del Mar 45 e está a 4 quadras da estação Baquedano da linha verde e vermelha do metrô (uns 5 min. andando em linha reta e plana).

* Taxi

Para quem vem do aeroporto Arturo Merino Benítez, as empresas de taxi cobrarão por volta de 21.500 pesos (valor sugerido pelas empresas de taxi dentro do aeroporto para 20km em linha reta – 20 minutos sem trânsito).
O valor é absurdamente caro (algo como R$ 130,00 na cotação do dia que viajamos) e o preço é tabelado pelas empresas que estão dentro do aeroporto.
Apenas como comparação, da minha casa no centro de SP até o aeroporto de Guarulhos são 29km. Em um sábado à noite paguei R$ 48,50 com o 99taxi!

Se você tiver conexão com internet (não há wifi no aeroporto), peça um  Uber  ou  Cabify (nos meus links você pode obter bônus). O valor cai para pouco mais da metade.

Mas se não tiver, não façam como nós e não aceitem esses valores.
Saiam do aeroporto. Do lado de fora, antes de encontrar o taxi que você contrataria dentro, estarão diversos motoristas oferecendo corridas. Veja quem faz o melhor preço.
Como uma nova comparação, no nosso retorno, compramos o transfer pelo hostel Providencia por um valor fechado de 17 mil pesos. O motorista deixou o taxímetro ligado (não sei o porquê) e a corrida deu 13 mil pesos.

* Taxi Compartilhado ou transfers

Existe também um meio de compartilhar o transfers e o valor sairia em torno de $7.600 por pessoa (algo como R$ 40,00).

* Transporte pùblico: ônibus

Se você não quiser pegar taxi, poderá pegar um ônibus que sai do aeroporto e vai em direção ao terminal Pajaritos.
Este ônibus custa aproximadamente $2.000 pesos (algo como 12 reais). O terminal é coligado à estação de metrô da linha vermelha de mesmo nome (não me lembro dos preços da condução, pois depende do horário).
Para ir até o Hostal Casa Roble, pegue a linha vermelha (direção Hernando de Magallanes) e descer na estação Baquedano.

Veja neste link a cotação do peso chileno.


Localização do Casa Roble Hostal

A localização do hostel é boa e fizemos boa parte do centro a pé.

A região é tranquila e segura (caminhamos bastante a noite por ali) e está perto de praça (com playgrond infantil), de supermercado e restaurantes.

Ele fica a poucos passos da Praça Itália, do museu de Bellas Artes e de Arte Contemporânea; do parque Florestal (ótimo local para caminhar e levar crianças para brincar), do Cerro Santa Lucia e da Pio Nono (rua cheia de bares e restaurantes e que termina na entrada do Parque Metropolitano no Cerro San Cristobal).
Deste hostel também fizemos a pé o centro histórico até a Moneda.

 

 

Conhecendo o Casa Roble Hostal

O Casa Roble é um antigo casarão transformado em hostel. São 2 andares, sendo que no primeiro andar se encontram os quartos coletivos (não sei se também tem quarto privados, creio que nao), o espaço para café da manhã e a cozinha.

Ainda nesta ala está a recepção, um computador disponível para os visitantes e uma pequena sala de estar, 

No segundo andar, tem mais quartos (acho que alguns coletivos menores) e um terracinho com churrasqueira.
O nosso quarto twin suíte fica ao lado deste terraço.
Não sei como é no verão, mas no inverno a nossa suíte era bem silenciosa.

  • Acessibilidade

A recepção se encontra logo na entrada do casarão, após passar por 3 degraus. Neste andar se encontram os quartos coletivos, a cozinha e o local onde tomamos o café da manhã. Pelo o que vi, há apenas quartos coletivos no térreo.

A cozinha e a sala de estar com mesinhas se encontram no mesmo plano, mas para ir até a sala do café da manhã, precisa descer uns 3 degraus. Para subir para o segundo andar, apenas escadas!

  • A nossa suíte twin

Nos hospedamos no quarto Lenga, um quarto twin privado com uma beliche e banheiro privativo.

Sua constituição é um tanto curiosa: Ao abrir a porta, nos vemos em um pequeno hall com uma janela (que dá para o terraço) e duas portas: ao fundo a do banheiro e à esquerda, a do quarto.

Como era uma casa antiga, percebemos que o banheiro oficialmente ficava do lado de fora do quarto e que, para transformar este quarto em suite, inseriram uma porta no corredor.

O hostel não oferecia bercinho, mas como o Leo não aceita mais, nem me incomodei. Meu marido colocou um colchão no chão e ele dormiu no meio.

O quarto não era muito grande, mas com um bom espaço. Ao lado do beliche tinha uma cômoda com luminária, um armário imenso com uma TV com canais a cabo e um aquecedor elétrico.

O banheiro, que se encontra ao lado, é pequeno, com uma porta de correr. O chuveiro box tem com água bem quente (precisa esperar uns 2 minutos para a água aquecer) e relaxante.

A limpeza da suíte é feita diariamente pelos meninos que trabalham na recepção (eles não têm um funcionário específico para fazer arrumação e limpeza). No entanto, eles entraram todos os dias para arrumar o quarto, limpar o banheiro, repor sabonetes e shampoos e inclusive trocar as toalhas!

  • O quarto coletivo

Em nosso penúltimo dia neste hostel o Léo passou mal e cancelamos nossa ida para o lado das montanhas (íamos nos hospedar em um hostel rural perto dos Andes – snifffff). Conversamos com a Natalia, gerente do hostel e ela nos ofereceu o quarto coletivo com beliches e treliches do térreo e disse que tentaria ao máximo não colocar novos viajantes ali por causa do Leo (mas que nos faria o preço do quarto coletivo).

Bom, tivemos ali uma experiência privada; ela inclusive nos emprestou um aquecedor elétrico (que é oferecido apenas aos quartos privados), mas diria que o quarto é bom e na medida do possível, confortável.
O quarto é limpo, com colchoes confortáveis e edredom. Cada cama tem direito a um armário e o quarto conta ainda com um pequeno lavabo. O banheiro fica no mesmo corredor, em frente aos quartos.

O ponto negativo é que a janela se dá para a sala de estar e, enquanto a galera não se recolhe, ouvimos todas as conversas.

  • Internet

Na recepção tem um computador conectado à internet para uso dos visitantes e Wifi por todo o prédio. A conexão wifi é grátis e boa, com repetidores nos andares. Não tivemos nenhum problema.

  • A cozinha e o barbecue

Esse cantinho com churrasqueira…..

Este hostel disponibiliza uma cozinha pequena, mas muito bem equipada, com 2 microondas, geladeira e inclusive com temperos deixados para usarmos. O salão do café da manhã acaba virando refeitório (acho que durante o verão ele vira bar).

No entanto, o que mais usamos e usufruímos foi a churrasqueira a gàs que se encontra no terraço (ao lado do nosso quarto).
O frio atrapalhou bastante o clima, mas durante todos os dias que ficamos ali, comemos carne (às vezes com batata, outras com pão). Compravamos carne de hambúrguer caseira que vende nos mercados e em poucos minutos estava pronto.

Outra coisa: ninguém nos proibiu e nem comentou nada, mas tomamos tranquilamente vinho todas as noites. Alguns hostels proíbem (como o Providencia).

  • Áreas coletivas

A àrea coletiva interna

Logo na entrada (muito charmosa por sinal) , ainda do lado externo, encontramos uma mesinha com um ombrellone e alguns bancos. Um, inclusive estava privo das almofadas por causa do tempo.

Do lado interno, ainda no térreo, um espaço pequeno com duas mesinhas no espaço entre o corredor dos quartos coletivos e a cozinha.

O salão do café da manhã, que durante a noite vira refeitório, também recebe os hóspedes (esse local tem um formato de bar. Acho que durante o verão aquele local deva ficar cheio).

No entanto, o local coletivo que mais usamos foi o terraço com o barbecue. Ali, peca a pouca quantidade de mesa (a única que tinha estava com o pé quebrado).

  • O café da manhã

O café da manhã é simples e está incluso no preço da hospedagem. Os meninos da recepção deixam na mesa iogurte e bolacha doce (ou alfajor).

No balcão do bar e em uma mesinha perto da cozinha encontramos frutas, suco, pão (ao lado de uma torradeira), leite frio (você precisa usar o microondas para aquecer), água quente para chá e ou café instantâneo. Do lado de fora, em frente a cozinha, há uma cafeteira.

E você pode repetir quantas vezes quiser.

  • A lavanderia

Aquilo azul ali é a estufa para secagem de roupa

Comentei em algum post que sempre viajamos com roupas para 1/3 dos dias de nossa viagem e que lavamos roupas durante nossa estadia. Vimos que a maioria dos hostels ofereciam esta opção e, por questão de calendário, fizemos a nossa lavagem aqui.

Bom, chegamos em um final de sexta feira. A pessoa que estava na recepção no final da tarde não soube nos dar maiores informações, apenas que deveríamos falar com o rapaz que estaria na parte da manhã.

O rapaz, no dia seguinte, era um brasileiro (acho que ele se chamava Luis) e com toda a sua simpatia, nos passou o valor (6 mil pesos), que eles mesmo lavavam a roupa para nós e nos deu um saco para colocarmos nossa roupa.
Não falou nada sobre quantidades. Imaginei que seria tudo o que coubesse naquele saco (talvez até fosse). Como era um sábado, aceitamos lavar ali (encontramos uma lavandeira na rua ao lado que cobrava 5 mil pesos para 5kl).

Chegamos no fim da tarde, perguntamos por nossa roupa e o rapaz da recepção disse que iria recolhê-las e levar até nosso quarto.

A última vez que o Léo usou esta camisetinha!

Bom, ele trouxe nossa roupa lavada, passada e dobrada, mas apenas uma parte dela. Segundo ele, era muita roupa e não coube tudo na secadora (depois vimos que a secadora deles é estilo estufa de ar quente).

Até aì, tudo bem! Tìnhamos mais 2 dias neste hostel.
O problema é que eu encontrei no dia seguinte algumas de nossas roupas dobradas na mesa do café da manhã (e uma meia do Leo no chão);
Eu as peguei (mas qualquer um poderia pegá-las) e mais tarde me entregaram uma outra parte da roupa. Em nosso último dia, a Natália me entregou minha echarpe favorita (se tivéssemos ido para os Andes, eu teria ficado sem ela).

Com isso, dias depois, enquanto fazia as malas para voltar ao Brasil (já em outro hostel), descobri que uma camisetinha linda de Cuzco que meu filho ganhou de presente de uma amiga não estava là. Mandei e-mail para eles, mas não me responderam. Se se perdeu no meio das coisas… se alguém viu na mesa e pegou, nunca saberei!
🙁

Family hostel, Backpacker hostel ou Party Hostel?

Tenho dito por aqui sobre a primeira vez que me hospedei em um hostel festeiro e que foi difícil dormir.
Depois disso, comecei a buscar informações para saber se o loca é “festeiro”.

Bom, o Casa Roble é um hostel para mochileiros, pois há quartos coletivos e também um hostel para família, mas não vi no inverno motivo para que ele possa ser definido como um hostel festeiro. Depois de um certo horário não é permitido nem mesmo conversas no corredor.


A nossa impressão

Agora que descrevi a vocês como é este hostel, contarei como foi a nossa impressão, ainda mais como foi estar ali dentro com uma criança.

Bom, fomos no inverno e muitos que ali estavam foram com o objetivo de esquiar. No entanto, percebemos uma grande quantidade de pessoas (a maioria brasileiros) que estava ali há um bom tempo, cursando espanhol e até mesmo trabalhando. Com isso, nós os encontrávamos apenas no final do dia.

O próprio staff é composto por viajantes de todo canto do mundo que, em troca de hospedagem, trabalhavam no local e ter um brasileiro por ali nos ajudou muito, principalmente no dia que o Léo passou mal (nunca viajem sem um seguro saúde!). Pretendo um dia fazer um post sobre isso, mas eles foram super atenciosos com a situação e encontraram ali um jeito de nos ajudar.

O nosso quarto era ok, apesar de simples e o fato de ser twin e não casal não foi tão prejudicial. Teria sido melhor, claro, mas os colchões de solteiro tem um bom tamanho.
O box do banheiro ser pequeno incomodou um pouco, mas nada que tirasse o meu humor. O que me incomodou foi a luz de emergência nas portas de todos os quartos.
Minha insônia agradeceu!

Talvez, durante o verão, o barulho do terraço deva incomodar neste quarto, mas existe um “toque de recolher” – rs. Por sorte no inverno ninguém o utilizou, exceto nós!

Em todos os dias que ali estivemos, grelhamos carne e isso ajudou muito e nos fez economizar uma graninha (a média de um PF turístico simples e “pobre” vai de 4,5 a 5 mil pesos. Um menu simples, mas em um local pouco mais refinado, sobe para 7 mil o prato individual).

Sobre a lavagem de roupa, caso sejam muitas, aconselho fazer na lavanderia que se encontra na Ramón Carnicer 87.

Para quem viaja com crianças, posso também dizer que nos sentimos “em casa”. Naquele momento éramos a única família com filhos, mas como já disse, é comum ver famílias com crianças em hostels (por isso, não tenha medo!).

Aqui muita gente também interagiu com o Léo, principalmente quando ele começou a passar mal. Ah, e tem um playground no Parque Bustamante, na rua Ramón Carnicer.


Casa Roble Hostal

 /casaroblehb/
 Rua Viña del Mar 45
www.casaroble.cl
 Reserve este hostel pelo Booking com link afiliado Turistando.in (Ao reservar este hostel, faça através deste link. Uma parte da comissão do Booking vem para a gente).


Veja aqui uma lista de hotéis e pousadas para se hospedar em Santiago


Nossa hospedagem foi cortesia do Casa Roble Hostal, mas o texto reflete a experiência vivida por nós 3, sem qualquer interferência.


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🙂

 

About Juliana (www.turistando.in)

Sou a mãe do Léo quase full-time, professora de italiano (por algumas horinhas), esposa de um doutorando (que me deixa maluca) e, claro, a faz-tudo do Turistando.in!

12 thoughts on “Onde se hospedar em Santiago do Chile: Casa Roble Hostal

  1. Santiago tem muitos hostels em casas antigas – eu mesmo me hospedei em alguns já – e isso as vezes dificulta pelas limitações do prédio (tamanho e localização do banheiro, barulho no piso, já sofri com todos esses). Mas ser recebido com atenção e cordialidade compensa tudo, sempre. Que bom que conseguiram realocar e foram atenciosos com vocês durante a estadia extra forçada. Pena só o acontecido com a lavanderia… Eu também ficaria irada se tivesse perdido a echarpe – ou qualquer outra coisa!

  2. A fachada dele é linda! Já me deixaria encantada! Ser um casarão antigo, melhor ainda! rsrs

    Achei o local do churrasquinho uma delícia. Mesmo no inverno.

    Chato esse negócio da roupa! Eu também sempre levo pouquíssima roupa quando viajo, mas nunca lavo!!! Principalmente no inverno. ehehe beijocas

  3. Ótimas dicas, Juli, vão além da hospedagem no hostel e vão ajudar quem vai a Santiago, seja para se hospedar lá ou não. Ah, para ajudar a comparação de preços Aeroporto-Centro, o Uber custou 13.188.

  4. O que aconteceu com o Léo? Viajar com um filho pequeno e ele ficar doente deixa-nos muito inseguros. O meu filho ficou com uma otite em Itália, foi o único momento desafiador das nossas muitas viagens, felizmente. Que bom que tudo se resolveu.

    1. Oi Ruthia! Semana passada foi aniversàrio dele e eu não tive tempo para te responder.
      Eu acho que ele teve um stress durante a viagem. Tentamos fazer tudo mais light possìvel, mas mesmo assim, quando deu 1 semana de viagem, ele começou a vomitar tudo o que comia e a ter um pouco de diarreia. Foi bem complicado, mas que nos fez perceber que o ritmo, principalmente no inìcio, tem que ser muito light (mais light do que fizemos)!
      😉

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