Pisaq de tirar o fôlego: uma prévia para Machu Picchu

Pisaq em Cuzco
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Conhecendo as ruínas de Pisaq

Decidimos visitar as ruínas de Pisaq no nosso 3° dia de viagem, pois sentíamos bem com altitude e não tínhamos mais o que fazer na cidade de Cuzco senão partir para as ruínas.

Pisaq (ou Pisac), uma cidadezinha distante 33 km de Cuzco no Vale Sagrado dos Incas , foi nossa primeira prova de resistência.

Ela é menos elevada que Cuzco, com 2.972 metros de altitude, porém passa por regiões altas o suficiente para dar uma boa dor de cabeça!

O parque também é muito bonito e interessante. Reserve um dia inteiro para visitá-lo. Tem quem o faça em meia jornada e segue para outra atração. E’ possível, desde que você chegue na cidade bem cedo ou que não o faça completo (a maioria retorna quando a trilha começa a ficar mais difícil).

Pisaq (pronuncia-se Pìsac com um C quase mudo) é famosa pelo mercado de artesanato na praça central e pelo grande complexo de ruínas incas distante 9 km da cidade  (a mais importantes depois de Machu Picchu).

Como chegar

Para chegar na cidade, há Kombis (um micro ônibus) que segue direto até Pisaq (uns 30 minutos de Cuzco). O caminho é de tirar o fôlego. A paisagem é fantástica, principalmente se o tempo estiver ensolarado, mas a cada colina ou montanha que a Kombi subia, mais parecia que eu ia desmaiar: não, eu não estava preparada para a altitude! Faltou fôlego!
😉

Aconselho fortemente a levarem garrafa d’água e balinhas de coca. E principalmente: não façam isso no primeiro dia de viagem!

O ponto do ônibus é na avenida principal da cidade; de lá é possível pegar um taxi até a entrada do parque arqueológico ou fazer o que fizemos: tentar achar o mercado central.

​O centro da cidade

Entramos em uma ruazinhas com casas de alvenaria, mas começamos a observar que o chão mantinha a estrutura da época inca; a maneira que os antigos fizeram a canalização e das águas em suas calçadas nos impressionou bastante.

Seguindo em frente já é possível avistar muitas barraquinhas com artigos de artesanato peruano, o tal mercado de artesanato pisaquiano. Dizem que os produtos são mais em conta que em Cuzco, mas dos produtos que perguntei, não achei diferente. No entanto, em Cuzco nós conseguimos pechinchar bem!

Enquanto almoçávamos no balcão de fora do restaurante, avistamos a montanha que indicava o início da trilha e, para fugir da subida, resolvemos fazer o caminho oposto (que quase todos fazem) para apreciar o tal complexo inca: subimos de taxi até a entrada para descermos a pé até a cidade.

Segundo nosso guia Frommer’s Peru (aquele muito, mas muito mal traduzido), seriam 5 km de subida (com ruínas no caminho) mais a parte de uns 2 km com as famosas ruínas de Pisaq.
E como dizem que para descer todo santo ajuda, resolvemos fazer o “caminho contrário”.

Bom, para entrar no parque de Pisaq é necessário o boleto turístico que será pedido ainda na estrada, bem no início do complexo (para os corajosos que preferiram subir a trilha, o controle é no início da subida).
O taxi nos deixa praticamente no início da trilha.

O parque

A primeira parte não é difícil. O caminho é plano e há poucas subidas e descidas para as ruínas. O corredor que dá início à trilha divide dois setores que infelizmente não me lembro os nomes.

Seguindo em frente, em direção Kalla Qasa, a trilha segue reta e no final há o único banheiro que encontramos no complexo.
Uma pausa aqui é bem prudente. Mas não se estranhe com o “vaso” aterrado no chão e a descarga feita através de baldes que estão fora do banheiro!
Há também bicas de água para encher garrafinhas.

Deste ponto também é possível avistar o Andenes ou terraços de plantação agrícola. A partir daqui a trilha começa a ficar mais difícil por causa do tempo seco.
Escalar algumas rochas para apreciar mais de perto algumas ruínas pode ser perigoso. Tentei subir no Kalla Qasa, mas desisti.  Muito escorregadio por causa das pedrinhas e areia.

Na seqüência, a trilha ainda é plana com algumas escadarias e túneis. Nada assustador, apesar do barranco que víamos ao lado. A trilha pode ser feita por qualquer um, sedentário ou não, mas pede um joelho forte e resistente (o que não é bem o meu caso, mas não desisti).

Além disso, subir escadas, por exemplo, exige um pouco mais de resistência física, já que o complexo está a mais de dois mil metros de altura em relação ao nível do mar.
Não é desesperador, mas sentíamos falta de ar com um frequência bem maior, além do cansaço, claro!

Quando se chega ao Templo de la Luna a trilha começa a ficar mais difícil e muita gente desiste; é a partir deste ponto que inicia a tal trilha dos 5 km que nos levaria até a cidade de Pisaq.
Não vou dizer que é fácil, cheguei lá em baixo morta e com os joelhos “gritando”, mas é um pecado quem desiste o caminho.

Até porque, é a partir deste trecho que passamos pelo Templo do Sol (Intihuatana), da Lua e  algumas construções incas. O caminho também é muito bonito. Claro que é horrível estar cansada, com sede e fome e ver o povoado muito distante abaixo. Mas vale muito a pena.

E para encorajar as pessoas sedentárias ou pouco aventureira, avistamos um grupo de peruanos com crianças (uma de colo) e um casal de idoso que caminhavam lentamente e com ajuda de alguém da família, mas não foi por isso que eles retornaram (tive mais medo era da criança de colo! Tem doido para tudo!).

Conselhos:

1) Leve água, balas ou folhas de coca e comida na mochila!
Mesmo quando há avisos de proibição (como Machu Picchu). Não existe fiscalização na entrada e muito menos barraquinha vendendo salgadinhos no meio do parque. Obvio, não banque o idiota! Leve o lixo com você (pois é bem difícil encontrar cestos de lixo)

2) Leve papel higiênico.
Se o local tiver banheiro e não for pago (como em Pisaq) você precisará usar o teu papel. No caso de Pisaq, a “descarga” é feita com balde que fica no lado externo!!!!!!

3) Leve protetor solar
Mesmo no inverno vá com roupa de verão e protetor solar. O sol é forte demais!

4) Contratar guias autônomos no inicio da trilha é muito interessante! Eles cobram pouco e em soles e dão ótimas explicações


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About Juliana (www.turistando.in)

Sou a mãe do Léo quase full-time, professora de italiano (por algumas horinhas), esposa de um doutorando (que me deixa maluca) e, claro, a faz-tudo do Turistando.in!

One thought on “Pisaq de tirar o fôlego: uma prévia para Machu Picchu

  1. Muito bacana teu relato, Ju. Comecei a dar uma espiada nos teus posts do Peru, pois já não aguento de ansiedade para planejar meus dias por lá! Gostei de Pisaq, provavelmente vou encaixa-la no meu roteiro. Você tem noção de quanto tempo levou na trilha em si? E quanto de mal-estar você teve com a altitude? Para ser sincera, é a minha maior cisma, porque escuto relatos bem assustadores!

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