Conhecendo o Rijksmuseum em Amsterdã

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Conhecendo o Rijksmuseum em Amsterdã

Conhecendo o Rijksmuseum em Amsterdã
Madonna del Giglio, Beato Angelico

O Rijksmuseum é um dos grandes museus da Europa e orgulho dos holandeses.
Embora o acervo seja, sem dúvidas, o mais importante elemento do museu, o prédio é também bastante notável. A decoração não procura competir com as obras, mas a grandeza do prédio e os detalhes da decoração de algumas salas merecem ser apreciados, sobretudo na galeria de honra.

O museu contém um pequeno e interessante conjunto de obras de arte asiática (nós não vimos). Nele, encontramos esculturas religiosas (muitas relativas ao budismo e ao hinduísmo), além de desenhos japoneses e objetos orientais. A esmagadora maioria do extenso acervo do museu, porém, é dedicada à arte e à história europeias, da Idade Média até o século XXI.

Conhecendo o Rijksmuseum em Amsterdã
O violinista alegre, Gerard van Honthorst

Os andares estão organizados de modo mais ou menos cronológico. Digo mais ou menos porque, embora a divisão seja cronológica, ela não é ordenada estritamente, pois o primeiro andar (piso 0) tem obras produzidas entre os séculos XI e XVI, o andar de cima (piso 1) tem obras feitas entre os séculos XVIII e XIX, o andar seguinte (piso 2) volta ao século XVII e o último (piso 3) contém obras feitas a partir do século XX.

Ao organizar cronologicamente o acervo, as divisões geográficas ficam em segundo plano e as salas são organizadas em torno de obras mais significativas. Por exemplo, eles têm um lindo “Madona da humildade” (Madonna del Giglio) de Beato Angelico e, nesta sala, colocam outras obras associadas ao italiano, seja pelo tema seja pelo país, sempre dentro do período a que se dedica o andar. A sala dedicada ao Renascimento italiano não está longe.

Em organização similar, há Goya, Di Cosimo, Breitner, Van Gogh, além do enorme “Batalha de Waterloo” (Die Schlacht bei Waterloo) de Jan W. Pieneman, o lindo “O violinista alegre” (Een vrolijke vioolspeler) de Gerard van Honthorst (estes dois últimos pintores eu desconhecia até então) e até um vestido de Yves Saint-Laurent com tema de Mondrian (esse não vimos, mas deixe se quiser).
Para nós, brasileiros, é especial notar que há vários quadros de Frans Post na sala 2.10: “Vista de Olinda”, “Paisagem do Brasil”, “Paisagem em Rio Senhor de Engenho”. (Eu não sabia e passamos rapidamente)

Conhecendo o Rijksmuseum em Amsterdã
A batalha de Waterloo, Jan Willem Pieneman
Conhecendo o Rijksmuseum em Amsterdã
A família alegre, Steen

Ora, mas o Rijks é um museu nacional.
A reinauguração, que se seguiu a uma recente e longa reforma (que custou milhões a mais e durou o dobro do previsto: dez anos!) foi feita pela rainha Beatriz. Parte do orçamento do museu vem o erário público. “Rijksmuseum” significa “Museu do império”. Ou seja, embora o museu seja dedicado à arte europeia, há um claro acento holandês no acervo. Mais que isto, a própria organização do acervo indica a predominância da arte holandesa, especialmente a do século XVII. Isto porque a organização só é meio cronológica para que seja possível um grande destaque: a galeria de honra.

Localizada em um grande corredor sem equivalente nos demais andares, a galeria de honra é o espaço onde o museu nacional expõe, orgulhosamente, Rembrandt, Vermeer, Hals e Steen.
O fato de Van Gogh estar de fora da galeria de honra pode se dever à presença do Museu Van Gogh a poucos metros do Rijk. Entretanto, o fato de a galeria estar no andar exclusivamente dedicado ao XVII indica que, seguindo a maioria dos historiadores de arte, o museu considera o século XVII como a era de ouro da pintura holandesa, como o período que mais merece ser celebrado.
A galeria de honra é um largo corredor repleto de salas ao lado preenchidas com o melhor da pintura holandesa seiscentista. A organização é mais ou menos a de uma sala por artista:

* De Vermeer, há “A carta de amor”, “A leiteira”, “A ruazinha” e “Mulher de azul lendo uma carta” (que veio para o MASP há alguns anos e que não vimos no Rijks – ainda em turnê?).
* Do divertido Jan Steen, há o maravilhoso “A família alegre” (Het vrolijke huisgezin), além de “A festa de São Nicolau”, “Crianças ensinando o gato a dançar” e outros.
* De Frans Hals, vários retratos: o meu preferido é o “Retrato de casal: provavelmente Isaac Abrahamsz Massa e Beatriz van der Leen” (Portret van een stel, waarschijnlijk Isaac Abrahamsz Massa en Beatrix van der Laen). Há também “A escarça companhia” e “O bebedor alegre” entre vários outros.
* De Rembrandt há alguns de seus magníficos autorretratos, mas não só: há o “Jeremias lamentando a destruição de Jerusalém”, “Os síndicos”, “A noiva judia”, “Tito vestido de monge” e, como se não bastasse, o corredor da galeria de honra conduz, através das diversas salas, ao deslumbrante “Ronda noturna”, que merecidamente rouba todas as atenções dentro de uma sala com outros quadros bonitos, mas não comparáveis.

Todas as imagens neste post retirei do site do próprio museu e, portanto, de total autoria deles. Em breve posto as fotos que fiz do local!

Leia também nosso post sobre o VanGogh Museum

Informações básicas:

Endereço: Museumplein/Museumstraat 1 , Amsterdã
Preço em 2015: € 17,50 – Compre online pelo Ticketbar; gratis para crianças até 19 anos (segundo o site).
Horário de abertura: Todos os dias das 9 às 17.00 horas

 


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About Juliana (www.turistando.in)

Sou a mãe do Léo quase full-time, professora de italiano (por algumas horinhas), esposa de um doutorando (que me deixa maluca) e, claro, a faz-tudo do Turistando.in!

One thought on “Conhecendo o Rijksmuseum em Amsterdã

  1. oi Ju… este é um de meus museus favoritos! Adoro o seu acervo e embora tenha ficado muitas horas aí, não consegui ver tudo. Chorei de emoção quando me vi diante de Vermeer, especialmente do Little Street!

    Eu adoro os pintores holandeses – suas cores e temas – e você citou alguns de meus preferidos! Adorei voltar ao Rijks com você! 🙂 bjuusssss

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