Excursão para a Ilha flutuante de Uros

Ilha flutuante de Uros
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Ilha flutuante de Uros

Turistandoin Peru Isla-de-Uros (17)
E depois de alguns dias no  Vale Sagrado dos Incas , fomos para o sul do paìs conhecer o Titicaca e a Ilha flutuante de Uros.
Chegamos em Puno no fim da noite, cansados, famintos e precisando de banho.
Ficamos em um hotel que separa uma parte para albergues, o Marlon’s.
Gostei bastante do local e do serviço; mesmo tarde e com a água quente desligada, eles a ligaram para nós, nos permitiram cozinhar e nos auxiliaram a fechar um pacote de excursão para as ilhas que ocorreria na manhã seguinte!

O café da manhã do albergue\hotel parecia ser muito bom; mas como estávamos cansados, acordamos em cima da hora e engolimos rápido um pão e suco! O taxi apareceu logo cedo para nos levar até o porto (a cidade de Puno é feia, mas se você tiver mais tempo, leia este post do blog Viagens e Caminhos sobre o que ver na cidade);

No porto, várias embarcações esperavam turistas para os passeios pelo Titicaca. Queríamos o passeio de 2 dias (com Ilha flutuante de Uros, Taquile e Amantanì) no qual dormiríamos em um alojamento típico da ilha; mas foi esse o passeio que resolvemos eliminar após o problema com o trem em MP.


A Ilha flutuante de Uros vista de longe

Turistandoin Peru Isla-de-Uros (5)Bom, o guia começa a explicar em espanhol e em inglês o que veríamos e nos contou a história da ilha e do povo uros;
Em pouco menos de 1 hora chegamos à Ilha flutuante de Uros; E’ bem interessante ver de cima as diversas ilhas flutuantes;

Víamos ilhas distantes e sem embarcações, e outras ilhas com pessoas acenando para que fossemos até lá!; O próprio guia comentou que na Ilha flutuante de Uros algumas “tribos” (talvez as genuínas) não queriam saber da agitação dos turistas;

Depois de passar por algumas ilhas, o barco parou em uma no qual haviam “moradores” nos esperando. Descemos com a intenção de conhecer a ilha; mas não! Nos obrigaram a sentar em uma trouxinha de cobertores e na sequência começamos a ver um teatrinho no qual o guia da excursão narrava o que eles “mimicavam”.

Ok! Interessante! Não somos tao mau humorados assim.
Eles explicam o que é a totora, como a ilha e as habitações são feitas e etc;
Até ai, fantástico!

Mas aquilo começou a me parecer mais encenação do que demostração da vida real; o jovem começou a dizer que caçava a comida que eles comiam (o guia mostrou uma “ave” morta) e que pai, mãe e filho adolescentes dormiam agarradinhos e felizes na casa feito de totora (faltou somente unirem indicador e polegar simbolizando um coração).

Ali já comecei a confirmar a minha dedução: No frio, pai, mãe e filho adolescente (o da foto com espingarda) dormindo agarradinhos na mesma cama de uma casinha pequena? Como assim?

Pòpara! 😉

Minha confirmação veio na sequência. Acabou o teatrinho, pensamos: vamos circular, olhar a casa, a ilha…. porém, neste exato momento, uma mão nos agarra e nos puxa!

Olhei em volta: todo mundo estava sendo puxado para o barco de tutora que acabara de estacionar em frente à ilha; alguns entraram, outros não; percebi que eles estavam empurrando a galera para um passeio que custava U$ 10!

Sim, em dólar; e não havia nenhum aviso sobre o pagamento (um brasileiro que conhecemos neste dia acabou entrando na farra e negou o pagamento!).
O mais engraçado: eles nos empurravam ao som de “Vamos a la playa….o o o o o” !

Ao descer da embarcação (me neguei a pagar), quis entrar nas casas, para ver como era a moradia (não conseguimos fotografar direto; o ambiente era pequeno demais para uma foto mais ampla), mas era possível ver que aquelas casinhas eram apenas barracas quase vazias;
Muito estranho uma família habitar ali; 

Haviam apenas algumas peças de roupas penduradas nas “paredes”;

Enquanto observávamos e fazíamos fotos, novamente uma mão nos puxa e desta vez nos levou até a “lojinha” e meio que nos obrigou a comprar produtos artesanais;

Alguns são bastante interessantes e bem turísticos; miniatura de casa e de barcos feitos com totora; brincos e colares; peças de roupas como gorro e echarpe; tudo colorido e com a cara do Peru, mas com preços irreais e em dólar!

Primeiro você fica sem jeito; comovido. Vê os preços e pensa: Puta merda! Não vou pagar 25 dólares em um barco de tutora; mas a  insistência é tanta que você acaba procurando o que tem de mais barato para fugir da pressão do garoto. 

Comprei um pingente de madeira pintado com um cordão bem vagabundo; Não me lembro o preço, mas era o mais em conta;
Meu marido escolheu uma capa para almofada com um bordado de Pachamama que, em menos de 1 minutos, mudou de 20 dólares para 20 soles! Compramos e saímos de lá! 

A ilha perdeu a graça!

Depois dessa, sentei com meu marido enquanto o barco de totora não retornava com os outros integrantes; enquanto observávamos a ilha, começamos a pensar na situação pitoresca que vivenciamos em menos de 30 minutos! E começamos a rir!

Visão panorâmica da ilha com meu marido sentado nas trouxinhas de cobertor
Visão panorâmica da ilha com meu marido sentado nas trouxinhas de cobertor

Os caras nos envolve de uma tal maneira que não temos nem mesmo tempo de reação!
E’ tudo muito ligeiro! Demorou para “cair a ficha”.
Puxa, os caras dizem que vivem na ilha; caçam a própria comida; fazem a própria roupa e precisam vender suas quinquilharias em dólar???
E sentados, vimos a tremenda enganação que os caras fazem em cima dos turistas! Em MP conhecemos um rapaz que se orgulhava de ter comprado pela bagatela de 20 dólares o tal barquinho de totora;
E no caminho do vale do Colca vimos a mesma capa de almofada por 10 pesos! Poderíamos ter comprado o par! 😉

ps: Mesmo com tudo isso, vale muito a pena conhecer a ilha! Mas sempre com cautela e uma atenção!


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