Visitando a cidade branca de Arequipa

Arequipa

Visitando Arequipa

Turistando.in Peru Arequipa (15)A cidade de Arequipa, conhecida como cidade branca, foi uma das grandes surpresas de nossa viagem; Digo isso pois aumentamos 3 dias para justamente conhecer a cidade e valeu muito a pena!

Situada no sul do Peru, a 2300 metros de altitude, é a 2° cidade mais populosa do país (cerca 841 mil habitantes) e está localizada uma área de oásis num vale de montanhas desérticas da cordilheira dos Andes, rodeada por vários picos e vulcões.

Partimos de Puno à noite (por volta das 10hs) e chegamos em Arequipa muito cedo; Não sei se comentei sobre os ônibus do Peru, mas, apesar de caro, vale a pena comprar um assento executivo ou leito;
A maioria dos ônibus são de 2 andares e o andar convencional é bastante ruim (e fedido). Acredito que as pessoas transportem animais para ter aquele cheiro peculiar;

O trajeto de Puno à Arequipa não é fácil; são diversas curvas em descida e se você não consegue dormir em ônibus como eu, você irá sofrer!

Turistando.in Peru Arequipa (14)Chegando em Arequipa

A rodoviária de Arequipa estava lotada mesmo na madrugada; Pegamos um taxi até o hostel Marlon’s mas para a nossa surpresa, tocamos a campainha e ninguém nos atendeu;
Não me lembro o horário que chegamos, mas a cidade ainda estava amanhecendo; o céu ainda estava escuro e nós estávamos cansados;
Depois de uma longa tentativa, vimos mais abaixo uns mochileiros saindo de algo que parecia ser um hostel  e era: encontramos um quarto privado e ali ficamos.

O tal hostel (Home sweet home) é bem simples; o quarto que conseguimos era com banheiro coletivo, mas não tivemos grandes problemas por causa disso;
O café da manha não é farto, mas é gostoso e nos presenteia com uma vista maravilhosa do vulcão Misti (foto ao lado).

Com eles conseguimos também um preço super interessante para a excursão no Vale do Colca, além de serviço de lavanderia.

A cidade é linda, apesar da fila de carros feios em um transito caótico (que dá medo!).

Como disse, Arequipa é conhecida como “cidade branca”.
Ao ler isso, ficamos curiosos!
Mas diferente do pensamento racista que possa surgir, a cidade é branca por causa da grande quantidade de sílica (pedra de  origem vulcânica e de cor branca) encontrada nos vulcões que cercam as paredes da cidade. Desta forma, a maioria das construções da cidade é feita deste material.
Claro que, é visível a diferença da raça na cidade; não encontramos por aqui as famosas peruanas com roupas coloridas, tranças em seus longos cabelos e um filho sendo carregado nas costas e nem mesmo crianças pedindo dinheiro na rua (pelo menos não vimos).
A vida aqui é de cidade grande!

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Para o turista, o ponto de partida é a Plaza de Armas, que está no coração de Arequipa; uma praça imensa, bem cuidada, cheia de árvores e arbustos bem podados;

Ao seu redor existem inúmeras lojas, restaurantes e supermercados dentro da galeria que também circunda a praça (detalhe na foto à esquerda); esta típica construção européia me encanta;
E’ possível circular pelas lojas (no térreo e primeiro andar) sem se molhar, em caso de chuva! Adoro!

Um dos lados da praça é enfeitado pela belíssima Catedral de las Companias. A igreja é o edifício neoclássico mais importante do Peru e considerada um dos primeiros monumentos religiosos do século XVII na cidade. Ela foi reconstruída em Sílica  no ano de 1844 pelo arquiteto Lucas Poblete após ser destruída por um incêndio. Em 2001 ela foi danificada por um terremoto e teve suas torres bastante danificada.

A visitação da igreja é possível apenas com guia (existem vários jovens autorizados a entrar na igreja junto aos turistas e o valor é bem barato) para evitar baderna e principalmente a organização na sala das relíquias.
No final do passeio, uma visita ao topo da igreja que nos permite uma vista maravilhosa da cidade, do vulcão Misti e da praça de Armas.

Outro local bem interessante é o Museo Santuarios Andinos, a casa da jovem múmia de mais de 500 anos chamada Joanita.
O valor da entrada não é caro e aceita a nossa carteirinha da faculdade.
Antes da visitação, o museu aguarda a formação de grupos de pessoas para a apresentação de um vídeo que explica como encontraram a Juanita e o que eles acreditam que tenho ocorrido com ela.
Na sequência,  vários guias separam esse grande grupo em pequenos grupos (a divisão vai pelo idioma do guia) e este nos conduz às salas do museu. Vale bastante a pena (leia aqui mais informações).

Um local bastante turístico que acabamos não indo é o Convento de Santa Catalina. Não me pergunte o motivo pois não me lembro de verdade; não sei se foi falta de tempo, se estava fechado ou fila muito grande. Não sei mesmo. (snifff)

 

About Juliana (www.turistando.in)

Sou a mãe do Léo quase full-time, professora de italiano (por algumas horinhas), esposa de um doutorando (que me deixa maluca) e, claro, a faz-tudo do Turistando.in!

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