O complexo de “San Marco” em Venezia

San Marco a Veneza
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Conhecendo o complexo de “San Marco”

  • A Praça de San Marco

Piazza di San Marco é o primeiro lugar lembrado quando se fala de Veneza. O imenso espaço aberto, cheio de pombos, fotógrafos e turistas, é dominado pela Basílica, o Palácio Ducal e o Campanário da Basílica que se ergue a um lado da praça. A construção da praça se deu no século IX e foi aumentada para a sua forma e tamanho atuais em 1177. Aqui foi o local onde se deram todos os importantes eventos da história da República de Veneza e é base do arcebispado desde o século XIX.

Os edifícios ao redor da praça são: o Palácio Ducal, a Basílica de São Marcos, a Torre do Relógio, a Antiga  e Nova Procuradoria, a Ala Napoleônica, o Campanário de São Marcos, a Logetta e a Biblioteca Marciana.
Grande parte do piso térreo das Procuradorias é ocupado por cafés, incluindo os caríssimos Caffè Florian e o Gran Caffè Quadri. O Museu Correr e o Museu de Arqueologia também estão situados na praça. A Casa da Moeda fica atrás da Biblioteca Marciana na margem do Grande Canal. Estas últimas construções foram completadas durante a ocupação napoleônica, embora o campanário tenha sido reconstruído posteriormente.
  • Campanile di San Marco

O Campanário de São Marcos é uma torre com 98,6 m de altura localizada perto da entrada da basílica. As suas formas são simples e o seu corpo principal é uma coluna de tijolos, de 12m de lado e 50 m de altura, sobre a qual assenta o campanário com arcos e seus cinco sinos. O topo é em cubo, em cujas faces são representados leões (o símbolo do Evangelista São Marcos) e a representação feminina de Veneza (la Giustizia).

A torre é coroada por uma agulha piramidal, no extremo da qual se encontra um cata-vento dourado com a figura do Arcanjo Gabriel.

Em julho de 1902, sobre a parede norte da construção, foi descoberta uma perigosa fenda que fez, na manhã de 14 de julho às 9h47, desmoronar o campanário.
Não houve vítimas e o sindicalista Filippo Grimani, durante o discurso na ocasião da colocação da primeira pedra, em 25 de abril de 1903, pronunciou a famosa frase dov’era e com’era (onde estava e como era) que se converteu no lema da reconstrução. A torre que se observa hoje é uma reconstrução, que foi terminada em 1912.
  • A Logia de SanSovino
A loggetta di Sansovino  é um pequeno edifício em forma de arco do triunfo que se encontra na base do campanário de San Marco. Ela foi construída entre os anos de 1537 e 1549 e é caracterizado por 3 arcos entre as colunas e por estátua em bronze representando Minerva, Mercúrio, Apolo e a Paz, obras de Sansovino. Acima da arcada há 3 baixos-relevos em mármore: l’isola di CandiaVenezia sotto forma di giustizia e l’isola di Cipro. A loggetta
foi completamente destruída com a queda do campanário.
  • A torre do relògio

A torre dell’orologio é uma construção renascentista constituída de uma torre central (construída entre 1496 e 1499) e de um arco que liga a praça com a zona de mercado de San Marco (le mercerie). O quadro do relógio é em ouro e esmalte azul. Marca a hora, o dia, a fase lunar e o zodíaco.
Curiosidades:
* O relógio è dotado de um sistema ativado apenas no dia da Epifania (6 de janeiro), no qual, a cada tocar de hora, o painel lateral se abre deixando passar um carrossel de estátua de madeira representando os personagens do nascimento de Cristo e os reis magos.
* Lembram-se dos mouros em Veneza em Canareggio? (Não? Leiam aqui)
Em cima da torre do relógio de San Marco, há duas estátuas de mouros que “batem as horas”. O curioso é que os sinos tocam duas vezes: uma vez, dois minutos antes da hora exata (obra do Mouro barbudo, que representa um senhor velho ou, o tempo passado) e outra vez na hora exata (tocada pelo outro mouro, representando o mais jovem ou o tempo que virá).
  • Basílica de São Marcos

A Basilica di San Marcos é a mais famosa e esplêndida das igrejas de Veneza e um dos melhores exemplos da arquitetura bizantina.
A igreja apresenta uma planta em cruz grega, baseada nos exemplos de Basílica de Santa Sofia e da Basílica dos Apóstolos, ambas em Constantinopla.

Possui um coro elevado acima de uma cripta. A planta do interior consiste em três naves longitudinais e três transversais. Um baldaquino cobre o altar principal, com colunas decoradas com relevos do século XI. Atrás do altar principal há um segundo altar com colunas de alabastro. Os cercados do coro, acima dos quais há três relevos de Sansovino, apresentam obra de marchetaria de Fra Sebastiano Schiavone. Os dois púlpitos de mármore da nave são decorados com estatuetas dos irmãos Massegne (1394).

A basílica foi adornada ao longo do tempo, especialmente no século XIV e era raro um navio veneziano voltar do oriente sem trazer uma coluna, capitéis ou frisos retirados de algum edifício antigo e destinados à igreja.
Por dentro, as paredes foram recobertas com mosaicos, numa mistura dos estilos bizantino e gótico; o piso, do século XII, é uma mistura de mosaico e mármore em padrões geométricos e desenhos de animais. Os mosaicos contêm ouro, bronze e uma grande variedade de pedras.
  • Os Cavalos de São Marcos

Os Cavalos de São Marcos, também conhecidos como Cavalos de bronze de Constantino, são quatro estátuas equestres em bronze, formando uma quadriga, feitas no século IV a.C. e atribuídas ao escultor grego Lisipo.
Foram acrescentados à basílica em torno de 1254. São obras da Antiguidade Clássica e alguns crêem que antes adornaram o Arco de Trajano (no século II, o imperador Trajano as transportou para Roma, onde foram instaladas sobre o arco de Trajano. No século IV, Constantino as teria enviado para Constantinopla, nova capital do império, onde ornamentaram o Hipódromo construído em 203). Foram enviados para Veneza em 1204 como parte do saque de Constantinopla na Quarta Cruzada. Encontram-se atualmente numa sala de exposições, no museu da basílica, sendo substituídos por réplicas em fibra de vidro para proteger da poluição atmosférica.

  • Monumento aos tetrarchi

Ainda falando nos mouros de Veneza, na Basílica de São Marco é possível ver os “Tetrarchi”, quatro estátuas de 1,30m feitas de pórfiro avermelhadas e colocadas no lado sul da igreja; são conhecidas pelos venezianos como os 4 ladrões fulminados e petrificados antes de tentarem roubar os bens preciosos da basílica.
No entanto, a versão original é de que as figuras que se abraçam em alto-relevo simbolizam a fraternidade entre os Césares e os Augustos, que deveriam garantir a sucessão imperial após tumultuosos conflitos entre os imperadores nos últimos séculos. As imagens foram transferidas à Veneza depois do grande saque de Constantinopla.
  • Tesouro de São Marco

O Tesouro de São Marco é uma coleção de 183 objetos preciosos custodiados entre a parte direita da basílica e o Palácio Ducal. A exposição aberta ao público é dividida em 4 categorias e organizada por período e proveniência:
Romana e medieval, Bizantina, Árabe e Veneziana ou ocidental
Grande parte deste tesouro indica as boas relações entre Veneza e o Oriente e muitos vieram de Constantinopla. O tesouro principal é a Pala D’oro: um precioso “palioto” encontrado em Constantinopla e enriquecido posteriormente de outras gemas e pedras preciosas.
Muito dos tesouros de São Marcos são objetos provenientes de saques. No entanto, a coleção atual é muito menor àquela alcançada visto que nos séculos XVIII e XIX, muitos destes objetos também foram saqueados de Veneza.
Horário de Abertura:
Basilica
: segunda a sábado das 09h45 às 17h00; Domingo e feriado das 14h00 às 17h00. Entrada grátis 
Pala d’oro: segunda a sábado das 09h45 às 16h00; Domingo e feriado das 14h00 às 16h00. 2 € 

Tesoro: segunda a sábado das 09h45 às 16h00; Domingo e feriado das 14h00 às 16h00. 3 €

Museo di San Marco: das 09h45 às 16h45. 4 €

Inundação: A Praça de São Marcos é o lugar mais baixo de Veneza e quando a água sobe no Mar Adriático por tempestades ou excesso de chuva é o primeiro local a inundar-se. A água drena diretamente para o Grande Canal, o que é ideal quando chove, mas quando a maré sobe (acqua alta) tem o efeito inverso e a água do canal escoa para a praça.

  • Palácio Ducal

O  Palazzo Ducale, também conhecido como Palazzo dei Dogi, era a antiga residência dos Doges e da magistratura veneziana. Hoje é sede do Museo di Palazzo Ducale e faz parte da Fondazione Musei Civici di Venezia.
O primeiro andar era ocupado por escritórios de advocacia, Chancelaria, Censores e Escritório Naval. No segundo andar estavam a Grande Câmara do Conselho, a Câmara de Votação e os apartamentos do Doge. O terceiro piso apresenta a Sala del Collegio, adornada com pinturas, incluindo as de vários Doges, onde os embaixadores estrangeiros eram recebidos.
Há salas que eram usadas por corpos governamentais e também uma Câmara Bussola, onde os cidadãos podiam submeter as suas reclamações. Talvez a sala mais espetacular seja a Câmara do Grande Conselho ou Sala del Maggior Consiglio, originalmente a sala de reuniões da legislatura. A sala é ladeada por pinturas de antigos Doges e o enorme Paraíso, de Tintorettoconsiderada a maior pintura do mundo em tela.
Outra grande sala é a Sala dello Scrutinio, com outras pinturas de Doges e o quadro Batalha de Lepanto, de Andrea Vicentino. Na parte traseira do palácio está a Ponte dos Suspiros, anexa à prisão. Além disso, podemos observar no Palácio a “Escada de Ouro“, projetada por Jacopo Sansovino.  Curiosidades: A estrutura do palazzo sofreu diversas alterações ao longo do tempo e a causa é dada às diversas reformar que o local sofreu devido a uma serie de incêndios ocorridos no local.
Horário de Abertura:
1 Abril até 31 outubro
:  08h30 às 19h00   1 novembro até 31 março: 08h30 às 17h30
Fechado Natal e Ano Novo – 16  € (Valido para: Palazzo Ducale, Museo Correr, Museo Archeologico Nazionale, Sale Monumentali della Biblioteca Nazionale Marciana.)
Faz parte do Museu Pass, 24,50 euro com direito a mais outros 9 museus (família com filhos tem preços reduzidos)
  • Ponte dos suspiros

A Ponte dei sospiri, construída com pedra de Istria em estilo barroco, é uma ponte característica de Veneza, situado perto da Piazza San Marco em direção da Riva degli Schiavoni, ligando o Palazzo Ducale às Prigioni Nuove.
Conhecido em todo o mundo, lhe foi atribuído esse nome porque, diz a lenda que os prisioneiros (atravessando-a) suspiravam na ocasião de ver pela última vez o mundo externo. No entanto a lenda é falsa visto que, do interno da ponte é impossível olhar para o lado externo. O termo deve indicar apenas o último suspiro que os condenados emitiam ao mundo livre pois, uma vez condenado pelos Dogi não se podia voltar para trás.


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About Juliana (www.turistando.in)

Sou a mãe do Léo quase full-time, professora de italiano (por algumas horinhas), esposa de um doutorando (que me deixa maluca) e, claro, a faz-tudo do Turistando.in!

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