A rota dos vinhos chilenos

rota dos vinhos do Chile
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Ir ao Chile e não visitar uma vinícola ou fazer um tour pela rota dos vinhos chilenos é um pecado.
Mesmo que você não beba, diria que vale a pena conhecer pelo menos uma vinícola, ver como funciona e admirar os campos de cultivo. Na maioria delas, é tudo feito com muita paixão. E a paisagem é linda!

Visitamos o Chile agora no inverno e tivemos a oportunidade de conhecer apenas 3 vinícolas. Duas vinícolas da rota dos vinhos de Casablanca (Veramonte e Emiliana) e uma da rota dos vinhos de Malpo (Undurraga).

Tínhamos reservado um tour na Vina San Esteban (que faz parte da rota dos vinhos do Aconcagua – a caminho da Argentina), mas o Léo (nosso filho) passou  muito  mal em um domingo (#ficadica: façam seguro viagem) e cancelamos a viagem para Los Andes.

Mas vamos lá:

Conhecendo a rota dos vinhos chilenos

Clique para ampliar a imagem

Antes da minha breve resenha sobre as vinhas que visitei no Chile (e eu espero aumentar esta lista em um futuro), vamos conhecer quais são e onde estão as rotas do vinho no Chile?

Este belo mapa (clique para aumentar de tamanho) eu o encontrei em diversos blogs, nenhum com referência da origem, mas gostei dele pois nos mostra onde estão os vinhedos no Chile.

Veja que são várias “zonas”, mas todas bem próximas à Santiago. Pudera! Muito acima é seco demais e muito abaixo, frio demais!
😉

Perto de Santiago, temos o vale do Aconcagua (caminho sentido a Argentina), o Vale de Casablanca (caminho sentido Valparaiso) e o Vale do Maipo (caminho em direção ao sul, que faz parte da região metropolitana da cidade).

Distanciando da capital temos o Vale de Rapel (que muita gente conhece como Vale do Colchágua), mas tem também o Vale de Curicò e o Vale do Maule e bem mais ao sul temos o Vale de Itata e o Vale do Bio Bio.

Mesmo que possamos dizer que em Casablanca tem a vinícola X e no Aconcagua a vinícola Y, vimos que as vinicolas tem plantaçoes de uva em quase todas as regioes!

  • Vale de Casablanca

O Vale de Casablanca se encontra entre Santiago e Valparaíso (100 quilômetros de Santiago) e é uma das regiões produtoras de vinho mais respeitadas e mais visitadas do Chile.
Pela aproximação, visitar essas vinícolas por conta própria é muito fácil.
O melhor modo, claro, é de carro. Você pode fazer aqui uma cotação com  a RentCars e ainda ajudar o blog.
🙂

Nesta rota dos vinhos, nós visitamos apenas duas vinícolas: a Veramonte e a Emiliana (em breve relatarei sobre).

Este vale  é composto por 18 vinícolas e por mim, teria feito um tour em todas as vinícolas deste vale que permitem visitação com crianças.
Mas como o Thiago achou super imprudente fazer mais que uma degustação de vinho no mesmo dia (estávamos com o Léo, de quase 3 anos conosco), acabamos visitamos apenas duas (pois teríamos apenas 2 dias livres).

Apesar da proximidade, resolvemos nos hospedar em Viña e em Valpo. Achamos que seria mais interessante conhecer essas cidades tranquilamente e fazer bate e volta.

Bom, esta região é conhecida, principalmente, pelos vinhos brancos elaborados com a uva Chardonnay e Sauvignon Blanc. No entanto, as vinícolas ali presentes também cultivam uvas em outras regiões. Com isso, se tua paixão não são os brancos (meu caso), você não irá sofrer!

Veja também:

Vista de dentro da Veramonte
  •   Vale do Aconcagua

Eu queria muito visitar essa região, tanto para provar os vinhos como para ver os Andes mais de perto! Queria ir até Portillo. Mas não conseguimos! O Léo passou mal e tivemos que cancelar nossa reserva em uma pousadinha em Santa Maria e nossa visita no Viña San Esteban.

O cancelamento não foi de todo ruim por causa da nossa falta de tempo. Hoje eu gostaria de permanecer mais tempo ali pelos Andes e circular por todas as bodegas.
No entanto, meu conselho: aluguem um carro.

O transporte público é caríssimo e iríamos gastar (sem brincadeira) uns 300 reais ida e volta para conhecer a bodega a partir de Sta. Maria!

Outra vinícola que eu quero muito conhecer é a Viña Errazuriz, pioneira na região, indicada por um aluno meu apaixonado por vinhos.

As uvas tintas mais cultivadas nesta região são a Cabernet Sauvignon, Syrah, Pinot Noir, Merlot, Carmenère e Cabernet Franc. As brancas mais populares no Valle são a Sauvignon Blanc e a Chardonnay.

  • Vale do Maipo

Essa é o vale mais próximo de Santiago, ainda dentro da região metropolitana e que recebe a uma grande quantidade de turistas.

E nesta região que se encontra a famosa Concha y Toro (que eu não me interessei em visitar, mas a Mayte do Passaporte com Pimenta visitou e descreveu), a Undurraga (que visitamos e devo escrever em breve) e a Santa Rita (que quase fomos).

No entanto, esta região conta com 33 vinícolas e muitas delas é possível ir com ônibus de linha mesmo, pagando bem baratinho (os tours são caros demais).

Aliás, infelizmente cheguei na Undurraga na hora de um tour da Turistik, com mais de 30 participantes (todos brasileiros) e confesso que isso estragou muito a minha experiência na vinícola. Se você for por conta própria, tente fugir de tour no mesmo horário.

O Valle del Maipo  é conhecido por produzir grande quantidade de Cabernet Sauvignon, mas existem pequenos cultivos da Carmenère.

 

  • Vale de Rapel (Vale do Colchágua)

O Léo olhando as galinhas na Emiliana

O vale do Colchagua se encontra a 180 km de Santiago no centro do país, exatamente entre a Cordilheira dos Andes e o Pacífico.

Cogitei me hospedar na cidade de San Fernando para poder conhecer melhor essa região. Mudei de ideia quando percebi que iria ficar corrido demais e que iria encarecer demais a nossa viagem (o Chile é um país muito caro).

Pretendo sim retornar e fazer o Colchagua com calma, pois é aqui que se encontram os mais famosos vinhos do Chile (e os mais caros também), mas isso ficarà para uma outra viagem.

Algo bastante interessante é que existe um trem turístico chamado Trem do Vinho, que parte de Santiago e vai até essa região. Não é barato e é bastante concorrido!

Esta região é também lar de diversas variedades de uvas, porém, as plantações são ocupadas pelas castas Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec,  Chardonnay e Syrah. A uva ícone do Chile, a Carmenère, também é importante na região.

Visitar uma vinícola com criança dá certo?

O Leo se divertindo no Casona Veramonte

Sempre tive medo que a maternidade limitasse minha vida. Se eu disser que faço hoje tudo o que eu fazia 3 anos atrás estarei mentindo, mas eu não deixei de fazer coisas essenciais por causa do Léo. As modifiquei e adaptei a minha nova vida, mas não deixei de fazer.
Viajar entrou neste quesito.
Fizemos já muitas viagens com ele e não me podei de visitar uma vinícola.

Claro que, antes de reservar, entrei em contato para saber se eles aceitavam crianças (em Santiago, não nos permitiram entrar no La Piojera por causa dele), mas acho que o mais importante é saber se o local será interessante para teu filho.

Na Veramonte, o tour não foi bom para o Léo, mas na hora da degustação, deixaram canetinhas e desenhos para ele.

O Thiago tentando acompanhar o tour na Undurraga

Na Emiliana tinha apenas homens trabalhando. Nem preciso dizer que nem sequer pensaram no Léo (mas eu sempre levo algo para ele se distrair), mas ele amou o tour (que se deu na parte externa, no meio de galinhas, patos e alpacas).

Na Undarraga ele chegou super cansado e dormiu no colo de meu marido, mas ele iria curtir bastante caminhar pelas plantações (mas também não fizeram nada para ele se distrair).

Por fim, é possível sim visitar vinícolas com crianças; o espaço aberto é lindo e dá para a molecada correr bastante! Mas aconselho levar consigo brinquedos ou atividades que os distraiam na hora da degustação!

 

 

Blogagem Coletiva

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva #VinicolasPeloMundo. Abaixo a lista dos outros posts que fazem parte desta blogagem. Não deixe de ler os outros posts:


 


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About Juliana (www.turistando.in)

Sou a mãe do Léo quase full-time, professora de italiano (por algumas horinhas), esposa de um doutorando (que me deixa maluca) e, claro, a faz-tudo do Turistando.in!

13 thoughts on “A rota dos vinhos chilenos

  1. Esse texto é uma perdição, Ju! Para uma amante de vinhos como eu foi maravilhoso ter contato com tantos detalhes interessantes sobre as rotas dos vinhos chilenos. No Chile eu só visitei a Concha y Toro, mas se um dia voltar ao país, venho aqui escolher outras visitas. 🙂 bjus

  2. Adorei teu relato! Temos muita vontade de fazer roteiros pelas vinícolas do Chile, principalmente pela proximidade de Santiago. Boas as dicas da forma de transporte até elas, para um planejamento mais afinado. Show!

  3. Ju que delícia, ainda que não tenha conseguido conhecer todas que você gostaria o passeio foi bem gostoso né? Quando eu fui não tive muito tempo para conhecer e passear pelas vinícolas, mas assim como você também quero voltar com calma para fazer só isso, sem crise e sem presa! rsrs

    Sabe que eu gosto de acompanhar os seus posts e ver a maneira como você introduz o Léo em todas as suas viagens! Eu tbm tenho muito medo da maternidade por conta da limitação, mas te acompanhando vejo que é mais como os pais lidam com isso.

  4. Que massa teu relato Ju! Muito importante esses detalhes de como foi para o filhote. Afinal papais de filhos pequenos principalmente tem quem se preocupar em dobro sempre para fazer atividades que sejam inclusivas. E claro que fiquei babando de saudades do Chile e dos seus vinhos 🙂

  5. Olá! Quando estive em Santiago, conheci apenas a Concha y Toro no Vale do Maipo. Adorei seu relato e também por ver que mais famílias levam criança em passeios por vinícolas! O nosso Léo (xará do seu filhote!) também tem nos acompanhado! Percebo que às vezes é meio entediante, mas eles sobrevivem (e tb gostam de brincar e pular nos jardins das vinícolas, né?)! hehehehehe

  6. Eu também fui numa vinícola no Chile, a Casas del Bosque, meus filhos eram pequenos e deu super certo. Adoro vinícolas kids friendly. O meu caçula também é Léo. Parabéns pelo post

  7. É uma quantidade absurda de vinícolas, complicado mesmo analisar e escolher quais visitar. Interessante essa parte de visitar com criança, tenho certeza que vai ajudar muitos casais com filhos.

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