Relato de viagem, Holanda

turismo na Holanda
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Relato de viagem pela Holanda

Fizemos, infelizmente, uma breve viagem pela Holanda em 2015. Íamos passar 3 meses em Berlim e, graças à um stopover permitido pela KLM, ficamos apenas 15 dias em viagem pela Holanda e abaixo conto como foi.

Ah, viajávamos com um bebê! O Léo havia acabado de completar 1 aninho!

1° dia: Roterdã 

Relato de viagem, HolandaComeçamos, enfim, nossa viagem pela Holanda. Pousamos no aeroporto de Schiphol por volta das 9hs. A aeronave era imensa e estávamos no final do avião.
Por sorte, a porta de saída do fundo também se abriu.
Coloquei o Léo no colo, ainda dormindo e descemos a plataforma que nos levaria ao portão de desembarque.

A descida levou bons minutos. E não era por causa da quantidade de passageiros.
Alguns profissionais da PF holandesa estavam olhando os passaportes antes de pisarmos em solo holandês. O peso do Léo estava me cansando e mesmo assim, estendi minha mão para pegar os passaportes em minha bolsa. Nos olharam direito, olharam o passaporte do meu marido duas vezes. Olharam para ele e nos deixaram passar.
Aqui na Europa, o Thiago tem cara de árabe! :/

Por sorte, o carrinho do Léo estava nos aguardando no final da rampa, mas a partir deste momento, tivemos que seguir as placas dos elevadores.

O aeroporto de Schiphol é imenso.

Muitos dos passageiros que voaram conosco iriam fazer escala, e seguiram por caminhos diferentes. Nós começamos a seguir as indicações e, mesmo estando com carrinho de bebê, não nos passaram em fila diferente no controle do passaporte.

Aqui dou-lhe uma dica: se quer ir ao banheiro, use algum antes de passar pelo controle do passaporte. O banheiro em frente às esteiras é lotado e não tão limpo.
O bacana: tem wifi grátis! Dá para escrever para a família dizendo que está tudo ok!

😉

Caminho para Roterdã

Relato de viagem, Holanda
A estação central de Rotterdam

Ao sair do aeroporto, entramos no saguão da estação de trem!
Vimos algumas maquinas automáticas, mas decidimos comprar as passagens na bilheteria. Não me lembrava o preço das passagens e a moça nos vendeu o trem de alta velocidade. Chegamos em menos de meia hora em Roterdã.

O ruim: estávamos cheios de mala e com o carrinho de bebê e não nos demos conta que havia diferença entre os vagões.
Há vagões com espaço para carrinhos e malas. Não sei se o que entramos era destinado a bikes, malas e carrinhos, mas acabamos ficando no corredor, em frente à porta do trem, em um banquinho bem ruim.

Por isso, se você estiver cheio de malas e com carrinho, não compre 1° classe! Você não vai conseguir chegar até os bancos do trem e se sentará no final do trem, perto da porta.


Chegando em Roterdã

Quando chegamos na estação central, fomos ao centro de informação ao turista e perguntamos como era melhor irmos para as casas cubos. Ela nos desaconselhou pegar taxi e compramos o Roterdã Welcome Card (escrevi sobre os cards holandeses neste post) que nos dá direito à transporte grátis.
Cheguei a mostrar à atendente a quantidade de malas e ela disse: “Sem problema, o motorista do bonde te aguarda entrar. Pegue o bonde n° 24 em direção à De Esch e desça em Roterdã Blaak”.

Saímos da estação, atravessamos a rua e fomos para a plataforma.
Cheguei a olhar ao redor e não encontrei nenhum taxi e com isso, ficamos esperando. O Thiago estava com as 2 malas, com o mochilão e com a mochila dos laptops e tablets (ficaremos na Europa por 3 meses) e eu fiquei com meu mochilão, a bolsa com todos os documentos e dinheiro, o carrinho e as coisas do Léo.

O perrengue

Relato de viagem, Holanda
O bus n° 24 para De Esch

Por que enfatizei tudo isso? Porque aqui passamos um grande perrengue.

Vimos que a última porta dos bondes era destinada aos carrinhos de bebê e por ali ficamos.
Os bondes são precisos. Chegam na hora marcada.
E as pessoas também.
A plataforma foi se enchendo conforme o horário ia chegando. E muitos ficaram perto da última porta.
O bonde chegou, todo mundo se aglomerou para entrar, mas duas (folgadas) quiseram sair com seus filhotes nos carrinhos. Elas saíram na maior tranquilidade e conversando. Pouco se importando com quem queria entrar.

Quando chegou a minha vez, a porta se fechou. O carrinho já estava quase todo dentro do bonde e eu entrei em pânico! Por sorte, alguém apertou o botão e a porta reabriu.
Entrei e atrás de mim outras pessoas entraram, mas a porta se fechou e o Thiago ficou para fora. Alguns ainda bateram na porta (pois ele não fora o único), mas nada adiantou.
O bonde se foi, o fundo se esvaziou e meu marido ficou para trás.

Ficamos tão sem reação que nem nos comunicamos pela janela enquanto o bonde partia. Eu não fiz sinal que iria descer no próximo e nem ele fez sinal para que eu voltasse.
Como ele ficou ouvindo música no celular durante o voo, estava sem bateria e mesmo se tivesse, nem havíamos programado o aparelho para rooming.

Por isso, eu desci no outro ponto na esperança de quem ele pegasse o próximo. Não sabia o quanto ele havia prestado atenção no local que ficaríamos.
Ele, com medo de entrar no bonde sem nenhum euro, apenas os cartões brasileiros, me aguardou voltar e, como não me viu, foi atrás de um banco sacar dinheiro!

Resultado: Eu voltei para o hostel com a esperança dele ter achado um taxi que aceitasse cartão e cai no choro quando não o vi lá!
Ele chegou super tarde no hostel (Ufa! Ele havia se lembrado do nome do hostel e local para descer) e pagou uma mega taxa alta para poder sacar alguns eurinhos!

Passado o cansaço e o nervoso, saímos para comer algo e caminhar pela cidade.

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As casas cubos

Conhecendo Roterdã

Relato de viagem: Holanda

O hostel que nos hospedamos (Stayokay – leia aqui o relato que fiz sobre o hostel), fica em uma parte das casas cubos (para quem desce na estação Roterdã Blaak, fica do outro lado da rua).
Relato de viagem, HolandaBem em frente, ao lado da estação, está o mercadão da cidade (Markthal), um prédio muito bonito, com uma arquitetura bem moderna e diferente (como toda a cidade) e com várias barraquinhas, banquinhas e restaurantes.

O ruim: chegamos em um sábado. Cidade lotada e quase impossível de caminhar com o carrinho do Léo pelo mercadão.

Saímos de lá a procura de um local para comer.

A saída do lado oposto ao hostel se dá em uma rua de comércio, depois de zanzar um pouco, paramos no New Fork (algumas quadras distantes dali). Acabamos escolhendo este local por ser bem amplo lá dentro e por estar um pouco vazio (nosso filhote dormia no carrinho).

O local é bem bacana, limpo, com lanches ditos naturais (mas não por isso vegetarianos) e com bons preços (uma média de 5€ para o lanche e para a sopa).
Fiz um post sobre os restaurantes nesta parte da Holanda. Leia mais aqui.

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Sanduba e sopinha quente no New Fork de Roterdã!

Saímos de lá e decidimos ir até a Erasmusbrug (ponte Erasmos) andando, mas não conseguimos ir muito longe pois havia começado a garoar.

Voltamos para o hostel super cansados e, para não dormir de vez cedo demais (eu não havia dormido no avião), começamos a pensar na janta.

O hostel, infelizmente, não tem cozinha coletiva.
Eles haviam recebido um grupo grande de jovens que haviam fechado um pacote de jantar com eles. Mas não sabíamos se poderíamos pagar a parte (e poderíamos). O ruim é que também não podíamos trazer comida de fora. Então, na surdina, compramos frios, pães, saladinha e suco e comemos no quarto mesmo!

E pela 1° vez em nossas vidas, fomos dormir antes da meia noite! Acho que nos deitamos às 9hs!

2° dia: A Haia (Den Haag / The Hague)

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Prédio em formato de queijo: Sò podia ser em Gouda!

Reservamos o domingo para a cidade da Haia, pois o museu do Escher não abriria na segunda feira.
Dormimos cedo na noite anterior com a esperança de fazer tudo rápido e chegar cedo na cidade. Mas não foi desta vez.
Até que acordamos cedo, mas a fila do café da manhã estava brava (por causa do grupo de excursão) e o café da manhã é uma maravilha. Entramos na fila umas 2 ou 3 vezes e ainda fizemos lanchinho para levar (no post contei um pouco… Vai lá)!

Além disso, uma coisa é fazer a mochilinha do dia para o casal. Outra muito diferente é a mochilinha do bebê!

Outro erro que cometemos: não perguntamos no hostel qual seria o melhor caminho. Simplesmente pegamos o bonde 24 para a estação central (o dia estava lindo e valeu para fazer umas fotos do local) e ali descobrimos que não havia aos domingos um trem que fosse direto (estavam reformando uma linha). Tivemos que ir até Gouda e depois para Haia.

Relato de viagem, HolandaPor que um erro? Porque em frente ao hotel há uma estação de trem (Rotterdam Blaak) que tem trem para Haia.

Mas tudo bem!

Paramos em Gouda apenas para a transferência do trem e seguimos para Haia.

Chegamos lá por volta do meio dia e procuramos um centro de informações turísticas. Ali não tinha! Mas nos indicaram o caminho.

Por conta do pouco tempo, decidimos dar uma volta na cidade, conhecer o museu do Escher e Mauritshuis (imperdível) e, se tivéssemos tempo, teríamos ido até o Palácio da Paz.

Conhecendo a cidade de HaiaComeçamos pelo Binnenhof, o Parlamento Holandês e o centro da política na Holanda (Amsterdam é a capital, mas o governo está aqui).

O prédio por fora é encantador, principalmente se for visto do lado oposto ao lago Hofvijver. Ao passar por uma portinha em forma de arco, você entrará no Ridderzaal, o salão dos cavaleiros, um conjunto de prédios em estilo gótico, com arcadas, torres e chafariz.

Saindo do Ridderzaal, por uma porta em forma de arco, demos de cara com o Mauritshuis (ou Casa de Maurício),  um dos maiores e mais importantes museus holandeses e o principal de Haia.

Conhecendo a cidade de HaiaO deixamos para o final (para aproveitarmos a luz do dia) e o contornamos para chegarmos até o lago Hofvijver.

Sabe aquele local que dá vontade de se sentar e esperar o dia passar, tomando um café ou lendo um livro? Achamos ele aqui!

O havíamos visto antes de entramos no Binnenhof. Era início de outono e as folhas ainda estavam amareladas, o céu estava azul e a paisagem que tínhamos do Binnenhof era encantadora! Vale a pena comprar um waffle e come-lo apreciando essa paisagem.

Demos uma volta pelo quarteirão e fomos até jardim Paleistuin (jardim do Palácio), também conhecido como Jardim da Princesa. Fizemos o caminho pela rua Prinsessewal para apreciar um dos poucos canais da cidade.

O parque em si parece ser bem descuidado, mas vimos varias pessoas fazendo picnic e achamos um banquinho gostoso e ali lanchamos também.

O ideal seria termos seguido reto para irmos ao Palácio da Paz, mas o receio de não termos tempo para ver os museus nos fez desistir da ideia e seguimos para o museu do Escher (mas claro, nos perdemos um pouco até chegar ali).

Panorama Mesdag, Wikimedia

Uma outra opção interessante seria ter ido ver o Panorama Mesdag, o prédio que contém o maior quadro circular do mundo (Cyclorama em inglês), com uma altura de 14 metros e aproximadamente 40m de diâmetro. Para criar uma ilusão de volta ao passado, recriaram na sala um terreno de área artificial, que esconde a base do quadro, tornando uma ilusão bem eficaz.

Massss, fomos para o museu do Escher, um artista gráfico holandês que conhecemos no CCBB e que adoramos!

A maioria das obras que vimos por ali tinha sido exposta no Brasil, mas não por isso fez com que nossa visita se tornasse menos interessante, começando pelo elegante palácio no qual o museu está instalado, a casa de inverno da rainha-mãe Ema de Waldeck e Pyrmont, o único prédio público no qual o ambiente original da realeza foi mantido.

Há mais de 150 obras de Escher no espaço de 3 andares e há salas nas quais o público pode interagir com a arte de Escher.

valor do ingresso é de  € 9 e pode ser comprado online ou na porta de entrada. Também há uma lojinha e um café, localizado na cozinha da rainha-mãe.

O museu Mauritshuis em Haia
Garota do brinco de Pérolas, Vermeer

Já estava tarde quando saímos de lá e fomos direto para o Mauritshuis.

A casa, uma das primeiras casas de arquitetura classicista nos Países Baixos, foi construída por ordem de João Maurício de Nassau (Sim! Ele mesmo! O holandês que foi governador do Brasil holandês no século XVII).

palácio é lindo e, claro, vale a visita (o local é super acessível à cadeirantes e mães com carrinhos de bebês, mas preste atenção: cadê a estrutura feia dos elevadores? Os arquitetos conseguiram harmonizar o prédio à modernidade e acessibilidade sem estragar o ambiente) e o acervo de obras primas de mestres holandeses é que cair o queixo.
Tem Rembrant, Rubens, Jan Steen e, a vedete do local, a moça com os brincos de pérola, do Vermeer.

valor do ingresso é de  € 14 e pode ser comprado online  ou na porta de entrada. Fiz um post aqui no blog sobre esse museu. Vale a pena dar uma olhada.

Saímos dele na hora do fechamento (praticamente fomos expulsos – rs) e decidimos irmos embora.

Meu conselho: A cidade de Haia é muito bonita e não vale a pena fazer apenas um rápido bate e volta! Principalmente no calor. Parece que é essa cidade litorânea mais badalada do país!

Fiz um post sobre o que ver na cidade (leia mais).

3° dia: Kinderdijk (manhã) e Roterdã (tarde)

  • Kinderdijk

Relato de viagem: HolandaDeixamos a parte da manhã da segunda feira para os moinhos de Kinderdijk.
O pessoal do Stayokay nos deu um papel impresso por eles explicando como chegar e os horários do ônibus.
Infelizmente perdi o papel, mas basicamente ele nos orienta a pegar um trem na estação Blaak até a estação Lombardijen e de lá pegar um ônibus (n° 90 da companhia Arriva) que vai sentido Utrecht Central.

Relato de viagem: HolandaApanhamos um pouco para saber onde pegar o tal ônibus. Como Utrecht é uma cidade um pouco distante, estávamos procurando uma rodoviária ou algo do tipo.

Bom, ao sair da estação de trem, pegamos informação com alguns passantes e descobrimos que o ônibus fazia ponto do outro lado da rua (mais parecia com uma estrada) e para lá fomos. Vimos que ele passaria em uns 15 minutos e o aguardamos.

A viagem é tranquila e rápida.
Assim que ele sair da estrada, entrará em uma cidadezinha muito graciosa. É no final dela que estará os moinhos (quando ele começar a pegar novamente outra estrada).

A visitação aos moinhos é gratuita. Você pode pagar caso queira entrar em um dos moinhos ou assistir um documentário sobre o local.

turismo na Holanda
Holanda

No entanto, simplesmente caminhar pela estradinha dos moinhos é um passeio delicioso. Você pode alugar uma bike ou simplesmente caminhar.

Por causa do Léo, fomos caminhando e não entramos nos moinhos (com o carrinho seria impossível e não estávamos afim de fazer turno).

Tivemos a sorte do dia estar lindo, com um céu azul maravilhoso.

No papel que o pessoal do hostel nos deu, havia também o horário que o ônibus passaria para voltar à Rotterdam e com isso, conseguimos circular pela ruazinha e voltar em tempo de ver mais um pouco de Roterdã.

Ah….. para quem vai com carro, o estacionamento custava € 5.

  • Roterdã
Relato de viagem, Holanda
O prédio De Rotterdam, tirada no nosso 1° dia durante a garoa

Voltamos para Roterdã e tentamos usar nossa tarde para conhecer um pouco mais da cidade. Claro que foi apenas possível circular por alguns pontos.

Relato de viagem: Holanda

Descemos no hostel para trocar a fralda do Léo e comer alguma coisinha e de lá partimos novamente para visitar a cidade.

Fizemos quase que a mesma coisa da vez passada, com a diferença que o tempo estava muito mais bonito e, por isso, atravessamos a Erasmusbrug para ver o outro lado da cidade, conhecida como Kop Van Zuid. Uma zona portuária que estava em decadência e que foi transformada em um centro empresarial cheio de edifícios modernos e diferentes.

Para chegar até lá, pegamos um bonde no ponto quase em frente ao New Fork (estação Beurs) e descemos no primeiro ponto após a travessia da ponte.

De lá, caminhamos na direção aos arranha-céus, passando por trás do prédio De Rotterdam (o mais estranho de todos – rs) e fomos até o antigo porto que levavam os europeus para a América.
Lá se vê o belíssimo prédio da empresa de cruzeiro Holland-Amerika Lijn (Holland America Line) que hoje virou hotel New York.

Relato de viagem, Holanda
Neste link da wikipedia é possível ver a lista dos prédios da região de Kop Van Zuid: https://en.wikipedia.org/wiki/Kop_van_Zuid

Quando começou a anoitecer, atravessamos para o outro lado para apreciar a skyline da cidade toda iluminada!

Após, voltamos para o hostel para arrumar as coisas. Dia seguinte: Amsterdã!

Fiz um post sobre o que ver na cidade (leia mais).

4° dia: Amsterdã 

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O ClinkNoord em Amsterdã

Acordamos cedo, fizemos check out no StayOkay e pegamos um trem para Amsterdã na estação Blaak (nem precisamos ir na Central! Foi sò atravessar a rua :) ).
O trem não era direto, mas levamos menos de 1 hora para chegar até a Central deles.

Ficamos no hostel ClinkNoord (escrevi sobre ele aqui).

Para chegar lá não é difícil, mas em um primeiro momento, pode ser complicado, pois tínhamos que pegar uma balsa (gratuita), que sai do lado de trás da estação central de Amsterdam.

Como estávamos com o carrinho do Léo e muitas malas, fomos atrás de um elevador, que fica do lado oposto aos ferryboats (até aí, não sabíamos disso).

Ao sair do elevador, não achamos ninguém que soubesse nos explicar onde pegar as tais balsas. Por isso, saímos da estação e do lado de fora alguém nos indicou reentrar na estação virar para o lado esquerdo e seguir direto e, no final, passar as catracas e sair do lado contrário à praça principal.

Fizemos todo o percurso.
Chegando na margem do rio, havia indicação de Ferrys para o lado Leste e Oeste. Seguimos para o lado oeste (lado esquerdo) e prontamente vimos as balsas que vão para Veer Buiksloterweg.

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Caminho para pegar a balsa da estação central

Durante o dia, são 2 balsas que fazem o percurso e raramente a ficamos esperando chegar.

A travessia é rápida e em menos de 2 minutos chegamos do outro lado do rio. Um pedaço super charmoso no outono, com cafezinhos, muitas folhas secas caídas no chão, uma placa IAmsterdam imensa e vazia, além de uma vista bem bonita da cidade (pena que o skyline deles não seja tão bonito).

Bom, ao sair da balsa, vimos um café e uma rua bem longa.
O pessoal do hostel sugere segui-la alguns metros, virar à esquerda no estacionamento e atravessar a ponte (dela, já é possível ver o hostel).
Porém, muito antes desta entrada, bem perto das balsas, há uma outra entradinha, que fica aberta até às 17hs e encurta o caminho.

A entradinha que fecha às 17.30

Apòs passar por aquela entradinha, temos essa ponte! E o Clink está logo ali!

 

O trajeto é fácil, tranquilo e seguro! Pelo o que entendi, a balsa é 24hs. Depois de um certo horário, percebemos que apenas 1 funcionava e o tempo de espera era de uns 4 minutos.

Fomos até o nosso quarto, deixamos as coisas e partimos para visitar a cidade! Teríamos poucos dias para isso!

Neste primeiro momento, tínhamos apenas uma meia jornada.

Havíamos pensado em caminhar até a praça dos museus, mas a cidade estava impossível! Lotada de turista e de bicicletas! É difícil circular com carrinhos de bebês pelo centro! Tanto que, acabamos decidindo pegar um tram (bonde).

Usamos aqui o Amsterdam Card, que dá também direito a usar os meios de transporte.

Como funciona: Ao entrar no bonde, valide o seu ticket nas maquininhas ao lado da porta, mas não se esqueça de fazer o mesmo ao descer (provavelmente para controlar o quanto você percorreu).

  • O museu Van Gogh

Descemos em frente ao Rijksmuseum, mas nosso objetivo naquele dia era entrar no museu Van Gogh.
A fila é imensa!
Considere sim comprar seus bilhetes antecipados!

Relato de viagem, Holanda
Foto da wikipedia

Para quem curte museus, este vale bastante a pena conhecer. Além de suas obras originais, há obras de artistas “amigos” que foram influenciados por Van Gogh.
O meu destaque fica para a sala dos autorretratos.
Infelizmente, o local estava lotado e, com carrinho de bebê, ficou quase impraticável. Mas meu marido em breve irá fazer um relato sobre o museu e insiro o link aqui.

Dica: é proibido fazer qualquer foto neste museu (no site há fotos das obras presentes), com ou sem flash L, mas há wi-fi grátis no local!

Quando saímos, já estava escurecendo. Como não tínhamos nada planejado, fomos ver o prédio de Concerto (The Concertgebouw), que fica do lado oposto ao Rijksmuseum e resolvemos caminhar pelo pedaço até achar um bonde e voltar para o hostel. Estávamos cansados, famintos e queríamos acordar cedo no dia seguinte para poder aproveitar bem nosso único dia cheio.

Passamos em um supermercado e compramos uma sopa pronta e um prato de lasanha congelada.

5° dia: Amsterdã 

Dia seguinte acordamos cedo, tomamos o café da manhã no hostel (se paga a parte) e saímos em direção ao Rijksmuseum. Como ele fica um pouco distante da estação central (é possível sim ir caminhando), decidimos pegar um tram nas proximidades da praça Dam.

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Praça Dam, com o Palacio Real e a Nova Igreja ao funo (Foto de Andreas Praefcke, retirada da Wikipedia).

A praça Dam é um dos pontos turístico da cidade e talvez a praça mais visitada. Ao fundo está o Palácio Real de Amesterdã (Koninklijk Paleis) e outros monumentos como o Monumento Nacional (Nationaal Monument), que homenageia os mortos da 2° GM,  a Nova Igreja (Nieuwe Kerk), um templo religioso do século XV e o museu de cera Madame Tussaud.

Apòs uma breve visita, pegamos o tram bem perto da Dam e seguimos para o Rijksmuseum.

  • Rijksmuseum

Conhecendo em Rijksmuseum - AmsterdãCom o Amsterdã Card é possível ter apenas um descontinho, mas para quem comprou o euro por quase 5 reais (compramos em setembro – cotação alta + IOF), cada desconto é bem-vindo.

rs

O prédio do museu impressiona, mas a coleção ali dentro presente confirma o título de melhor museu do país (e um dos maiores do mundo). O museu contém várias e importantes obras de Rembrandt, Vermeer, Hals e Steen.

Fiz um post bem detalhado sobre ele. Leia mais aqui.

Saímos do museu cansados. Também pudera, ele é imenso.
Estávamos na dúvida sobre o que fazer naquele momento. Muita coisa seria deixada para trás, pouco tempo para tudo o que queríamos. Como nos demos conta de que não seria possível fazer tudo o que havíamos em mente, resolvemos voltar para o hostel. Trocaríamos a fralda do Léo, comeríamos alguma coisa leve e pensaríamos no que fazer em pouco tempo.

Meu marido achou em algum blog que o bairro de Jordaan era bem bacana e que estava perto do centro. E para lá nós fomos para uma caminhada. A noite estava gostosa e caminhar sem rumo era tudo o que conseguiríamos fazer. Zanzamos por suas ruazinhas e por seus canais e quando começou a bater fome, procuramos algum restaurante. Havíamos visto vários no início de nosso passeio, mas como nos afastamos muito, demoramos para achar algo.

Foi o Tripadvisor que nos ajudou a localizar os restaurantes mais próximos e o Street View a nos guiar

Hehehehehe

Fomos no Black and Blue. Um restaurante um pouco carinho, mas como não tínhamos sentado em nenhum bom durante a viagem (e era nosso último dia aqui), nos demos ao luxo.

Voltamos bem tarde para o hostel e arrumamos nossas coisas. No dia seguinte, ao meio dia, partimos para o aeroporto rumo Berlim!


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About Juliana (www.turistando.in)

Sou a mãe do Léo quase full-time, professora de italiano (por algumas horinhas), esposa de um doutorando (que me deixa maluca) e, claro, a faz-tudo do Turistando.in!

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