O museu Mauritshuis em Haia

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O museu Mauritshuis em Haia

A entrada do Mauritshuis

O museu Mauritshuis (Casa do Maurício) é parada obrigatória em Haia para os amantes de arte, sobretudo para brasileiros. Afinal, trata-se da casa de Maurício de Nassau, personagem decisivo para a colonização do Brasil no século XVII.

A casa é maravilhosamente localizada à beira do Hofvijver (uma espécie de lago, ao lado do qual há um pequeno parque), de modo que uma visita ao museu deve incluir uma calma volta pelo lago, que, aliás, pode (deve!) ser visto de dentro da casa através das janelas, formando belas paisagens compostas pelo parque e pela arquitetura.

Decoração escondendo a acessibilidade

A decoração da casa também merece destaque, pois é charmosa e discreta, com madeira e pinturas pelas paredes, além de bonitas cortinas. As soluções arquitetônicas para adaptar a casa antiga às necessidades do museu moderno foram muito bem encontradas e realizadas, com ferro e vidro quase imperceptíveis.

Os elevadores são o exemplo mais evidente de que a proposta era afetar o mínimo o prédio original (ou pelo menos como eles o encontraram quando da transformação em museu): o elevador do térreo ao primeiro andar é quase imperceptível e traz em seu “teto” um acabamento idêntico ao piso do primeiro andar para que quando ele estiver no térreo o espaço que ele ocupa esteja parecido com o piso. Os dois elevadores que levam aos andares de cima estão literalmente emparedados, escondidos atrás de uma porta de madeira que adorna as paredes (precisa chamar o segurança!).

As obras do Mauritshuis

O museu Mauritshuis em Haia
Moça com Brinco de Pérola, Vermeer

Por ser uma casa, o museu é relativamente pequeno, mas seu acervo é notável, com nível digno de museu grande. O hit do museu é “Moça com brinco de pérola” (Meisje met de parel) de Vermeer, obra magnífica, mas que está longe de ser a única obra prima do museu.

O museu Mauritshuis em Haia
A vista de Delft, Vermeer

Na mesmíssima sala, por exemplo, encontra-se “Vista de Delft” (Gezicht op Delft) do próprio Vermeer.

No “pequeno” museu há também vários Rembrandt, como a magnífica “Aula de anatomia” (De anatomische les van Dr. Nicolaes Tulp), Saul e David (Saul en David), o “Homero” (Homerus), além de vários retratos e, claro, autorretratos.

Mas há também Rubens!
Destaco “Velha com garoto e velas” (Oude vrouw en jongen met kaarsen), mas também merecem atenção “O triunfo de Roma” (De triomf van Rome: De jeugdige keizer Constantijn eert Rome), e “O jardim do Éden e a queda do homem“, feito com Brueghel (Het aardse paradijs met de zondeval van Adam en Eva).

Como se não bastasse, lá descobri a existência do bem humorado Jan Steen, pintor que eu desconhecia e que é tido como um dos gigantes do século de ouro da pintura holandesa (ele acompanha Vermeer, Rembrandt e Frans Hals na galeria de honra do Rijksmuseum).

Seus quadros dedicados às alegrias da vida doméstica, das cenas interiores me agradaram muitíssimo (sobretudo os do Reijksmuseum).
Achei lindos o “Enquanto os velhos cantam os jovens fumam” (‘Soo voer gesongen, soo na gepepen) e o “A vida do homem” (Het leven van de mens).

“Lugar de porco é no chiqueiro” (tradução livre para Wie een varken is, moet in het kot – e “O tira dentes” (De kiezentrekker) também são bonitos e muito bem humorados.

Há também há temas sérios em Steen, como em “Moisés e a coroa do faraó“, mas o ponto alto de Steen, para mim, é a graça que ele dá a “temas menores”.

Como não poderia deixar de ser, Frans Post está representado no museu. Há três obras do pintor: “Paisagem brasileira” (Braziliaans landschap) , “Paisagem brasileira com casa em construção” (Braziliaans landschap met een huis in aanbouw) e “Vista de Itamaracá” (Gezicht op het eiland Itamaracà in Brazilië).

E há ainda Van Dyck, Holbein e Hals na coleção deste “pequeno” museu, que deve ser visitado!

É importante lembrar que há um anexo do museu do outro lado da rua. A passagem é por dentro do museu mesmo. Nós não o vimos porque não sabíamos e não o incluímos no horário, de modo que saímos com o museu já fechando. É uma pena, mas pode servir de desculpa para um retorno à cidade e ao museu.

Todas as imagens das obras de artes foram retiradas do site do museu Mauritshuis. 

Informações básicas:

Como chegar:  Dá para ir a pé da estação de trem de Haia. Fiz um post mostrando um roteirinho pela cidade e, claro, o Mauritshuis está incluído. Clique aqui para dar uma lidinha.

Preço: € 14  e você pode comprar pelo site. Jovens até 18 anos de idade Entrada gratuita 🙂
Horário: Segundas-feiras 13h às 18h  / Terças-feiras a domingos 10h às 18h  /  Quintas-feiras 10h às 20h
Horário de funcionamento especial nos feriados (ver no site)

ingressos ticketbar e turistando


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About Juliana (www.turistando.in)

Sou a mãe do Léo quase full-time, professora de italiano (por algumas horinhas), esposa de um doutorando (que me deixa maluca) e, claro, a faz-tudo do Turistando.in!

20 thoughts on “O museu Mauritshuis em Haia

  1. Uau, um achado e tanto para um pequeno museu. Realmente as obras não deixam nada a desejar a outros grandes museus por aí. Só isso já valeria a visita, mas confesso que fiquei encantada com a arquitetura da casa e o charme do lago.

  2. Realmente um lindo acervo, indo para Haia, é destino certo! Obrigada pelo post, informações como forma de chegar, como reservar entradas, valor da entrada, são pontos importantes para nós apaixonados por destinos

  3. Eu, que sou de Recife, sou muito fã de Mauricio de Nassau e de todo o período holandês em Pernambuco. Com certeza incluiria esse museu no meu roteiro, pra ver esses detalhes todos, especialmente as pinturas, que me encantam. Já fui em algumas exposições, mas nada que se compare a dimensão desse acervo! Lindo!

  4. Oi! Que casa bonita! Não fazia ideia que estava aberta ao público. Quanta história! E é mesmo aqui que está o original do quadro “Moça com brinco de pérola” ? Não fazia ideia! Adorei o post! Boas viagens!

  5. Oi Juliana… este post mexeu com meu coração, com minha alma. Os holandeses estão entre os meus pintores favoritos. Vermeer me faz chorar e não ter visto ao vivo ao Moça do Brinco de Pérola é uma das minhas maiores frustrações como viajante. O Mauritshuis estava em reforma e o quadro em NYC.
    bj Ana

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