O que ver em Colônia do Sacramento no Uruguai

Colonia do Sacramento
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Você foi para Buenos Aires e viu a possibilidade de dar um pulinho em Colônia do Sacramento? Nós fizemos isso! Pegamos uma balsa, mas não fizemos um bate e volta. Ficamos na cidade antes de seguirmos para Montevideo. Segue abaixo o meu relato

O que fazer em Colonia do Sacramento

Comentei neste post que saímos de Buenos Aires e fomos para o Uruguai de balsa, começando por Colonia, certo?

Bom, para quem não sabe, Colônia do Sacramento é uma cidade do Uruguai, fundada em 1690 pelo português Manuel Lobo, a mando do Império no século XVII. Depois de diversas brigas, invasões e tratados, a cidade passou a fazer parte do Uruguai na época da independência do nosso país.
A área onde localiza-se a fundação portuguesa faz parte hoje do Centro Histórico e foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (21)Bom, como havia dito no post anterior (leiam lá – rsrsrs), existem 3 empresas que oferecem o translado de Buenos Aires para o Uruguai: A melhor e (muito) mais cara, Buquebus;  a Seacat (com um preço intermediário) e a muito mais econômica, Colonia Espress. No post  tem os endereços e os sites.

A balsa deveria sair às 12h00. Pediram para chegarmos com 1h de antecedência. Como nos haviam dito que o esquema era como o de avião (chegar antes para o check in), saímos correndo e, mesmo assim, chegamos uns 20 min. atrasados. Ainda tinha fila e ficamos tranquilos. Com um tempo, vimos que a fila não saia do lugar e percebemos que o atendimento não havia ainda começado! E quando começou, nos disseram que a partida iria se atrasar uns 40 min.

Turistandoin Uruguai e Argentina 1Após passar pelo 1° guichê e apresentar a passagem, a próxima  tapa é ir para a fila da imigração. Nesta sala existirão dois guichês: o de saída da Argentina e o de entrada para o Uruguai.

Ao passar por aqui, a próxima sala já é a de espera antes do embarque.
A viagem foi tranquila. Dura aproximadamente 1 hora e o navio acabou sendo mais confortável que o voo da GOL POA-GRU (risos). Consegui até dormir!!!
Ao chegar, resolvemos trocar nossos pesos argentinos por pesos uruguaios para o táxi. A conversão com a nossa moeda não era boa. Para cada 1 Real, 8 pesos uruguaios; No centro da cidade era possível encontrar 1 Real = 8,20 pesos uruguaios.

Centro de informação ao turista
Centro de informação ao turista

Como não tínhamos hostel reservado, fomos atrás de um centro de informação ao turista (indicarei com a sigla CIT para nao repetir direto este nome tao imenso – rs), que se encontra ao lado do porto. Foi a melhor coisa que fizemos!

Primeiro fomos muito bem recebidos. Uma moça explicou tudo sobre a cidade, o que ver e fazer. Disse até que não estávamos longes da cidade histórica e que não era necessário táxi e nos aconselhou a falar com sua amiga, na última mesa. Ela acabou repetindo tudo o que a primeira havia dito, mas fomos até ela não pelas informações, mas porque ela iria nos indicar restaurantes e hostels.

Bom, a indicação dela é bem mais interessante que dos sites de reserva. Ela conhece o local e por isso dizia qual ficava bem localizado, qual era novo, bom, simples, caros e etc. Mostrando nos mapas a localização dos hostels que ela tinha contato, comentou o seguinte: “Tem um hostel relativamente novo perto do rio. Vou ver se tem vaga”. Ele custava uns 5 reaisnoite mais caro em relação ao Che Lagarto e resolvemos apostar na indicação da senhora e vou ser sincera: foi a melhor coisa que fizemos.

Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (11)O hostel se chama Hostel & Suites de Rio, fica no centro histórico (Rivadavia 288) e com preços entre U$ 15 até U$ 90 a diária (compartilhado ou privado e etc; aqui tem a lista de preços). Alugamos aqui um quarto para 4 pessoas com ar e aquecedor e banheiro compartilhado (e bastante limpo).

Apenas um parêntese: A senhora do CIT fica com 10% do valor como comissão (o mesmo que pagamos nos sites de reserva.)

Nós já estávamos dando nota 100 para eles até o momento que passei mal. Tive uma forte dor de estomago na madrugada que não me deixava respirar.
Estava impossível.

o café do hostel
o café do hostel

Descemos para saber se havia alguma farmácia 24hs aberta no centro e, com a resposta negativa, a moça da recepção me preparou um chá (que obviamente, não resolveu).

Ao ver minha situação, disse que chamaria para mim um médico. Neguei! Já estava vendo o Samu na porta do hostel me levando para o PS mais próximo e ser atendida depois de 2hs por um plantonista residente com pouca vontade de trabalhar.
Como ela viu que eu piorava, chamou a ambulância. Em menos de 10 min estava ali no albergue uma médica e uma enfermeira. Trouxeram uma malinha e começaram a me atender ali mesmo e depois de uns 10 minutos de conversa, ela me aplicou uma injeção.

Assinei um papel e elas foram embora. Ficamos de olhos arregalados! Como assim? Mas o melhor estava por vir: não nos cobraram nada!!!!! A nota 10 virou 100, quem sabe 1000!
😉

reserve o hotel aqui

Sobre a cidade:

Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (15)Bom, chegamos cansados e famintos. Deixamos as coisas no hostel e seguimos para o Mercosur (na Gral. Flores, 252 x Ituzaingo). Esse era um dos restaurantes que a senhora do CIT havia nos indicado. Não por ser maravilhoso, mas por ter Chivito e Rodizio (de carne – UR$ 300pessoa e pizza UR$ 170pessoa ).

Como o Chivito é o prato principal do Uruguai, que pode ser servido no prato (como o da foto) e como sanduíche (que mostrarei mais adiante). Sobretudo tem carne, mas pode vir com bacon (panceta), presunto (jamon) e ovo (sempre!).
Esse ao plato vem molho de maionese, alguma saladinha, batatas fritas, salada russa e legumes em conserva no vinagre. Bom, decidimos experimentá-lo aqui. Os preços são razoáveis. O chivito para 2 pessoas custava UR$  479 e a cerveja Patricia de 1 litro UR$ 125.

O bom é que eles aceitaram reais. Digo bom, pois levamos alguns reais para a viagem e deixamos um pouco para nossos primeiros dias no Uruguai.

Matamos nossa fome. Foi a vez de darmos uma volta pela cidade e ver como fazer para sacar. Onde vocês encontrarem a sigla BANRED é possível sacar dinheiro de conta corrente e poupança.
Cuidado para não sacar sem querer do cartao de crédito!
Não me lembro bem da sequência, mas as palavras chaves em inglês são: WITHDRAW (saque); SAVINGS ACCOUNT (conta poupança), CHECKING ACCOUNT (conta corrente). Se alguém for para lá, anotem por favor a sequência e me mandem 🙂
O valor máximo de retirada era de UR$ 5.000,00 (R$ 545,00). A conversão do banco era melhor que a das lojas (por isso o ideal e mais seguro, creio eu, não é levar dindim, mas sacar). Porém, como eu não me programei antes e não falei com meu gerente, paguei R$ 20,00 de taxas por saque. O bom de conversar com o gerente é que algumas opções de contas permitem alguns saques grátis no exterior ou tarifas reduzidas.

Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (13)Outra coisa muito importante: ligue para o banco para dizer que você ficará fora do Brasil. Isso é importante tanto para o uso do cartão de credito como saque! Meu conselho: nunca libere as datas corretas da viagem. Acabamos ficando 2 dias a mais no Uruguai e eu fiquei sem permissão de saque em Punta del Este.
Feito o 1° saque, resolvemos curtir o fim do primeiro dia pela cidade. O dia estava cinzento e muito frio. Por isso, resolvemos fazer o que sempre fazíamos: fomos tomar um cafezinho no hotel charmosinho (Beltran Hotel) da Gral. Flores x W. Barbot.
A atendente não era lá muito educada; diria que verdade não era muito paciente com o nosso horroroso espanhol e nossas dúvidas sobre o que era o que no cardápio (rs).

Para não fugir do costume, eu e o Thiago pedimos um duplo para nós dois e o Marcos um para ele (UR$  65), a Milena ficou feliz por achar a promoção aqui também (UR$  70 com café com leite e biscochos) e, como ela não soube nos explicar o que eram os biscochos, eu e o Thiago pedimos o kit com 3 por UR$  30. E descobrimos que os biscochos eram as meias lunas argentinas! rs
Apenas para fazer uma comparação de preços, o café duplo na Argentina custava uma média de R$ 7.00. Este nos custou aproximadamente R$ 8,00.

Neste primeiro dia apenas circulamos pela cidade. Fomos até o porto, passamos um pouco de frio por là e fomos procurar um outro restaurante indicado pela senhora do CIT.

Colônia do Sacramento

Depois de passarmos frio (rs) na beira do Rio de la Plata, fomos procurar o restaurante El Buen Suspiro.
O restaurante fica na Calle de los Suspiros, a mais charmosa e uma das mais antiga da cidade. Tipicamente portuguesa, ela é feita de pedras e enfeitadas com antigas casas portuguesas e espanholas. O nome me remeteu à Ponte dos Suspiros, em Veneza, no qual, diz a lenda, os condenados a morte davam seus últimos suspiros. Ao procurar informações sobre a origem desta rua, descobri que também existem muitas lendas. Uma delas é justamente aquela sobre a Ponte dos Suspiros!
Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (58)Parece que era por aqui que os condenados à morte passavam e suspiravam enquanto caminhavam para a morte.
Mas também encontrei informações de que nestas ruas localizavam-se as casas de prostituição da época colonial, mas a mais curiosa (e fantasiosa) conta a lenda de uma jovem  que fora assassinada enquanto aguardava pelo seu amado!
Verdades ou lendas, vale a pena conhecer essa graciosa rua!

Mas voltando, por causa do horário (mais de 22h) e do frio, as ruas estavam vazias e foi um pouco difícil encontrá-lo. Esperávamos uma grande publicidade tanto da rua como do restaurante e, após rodar a região, vimos um pessoal (brasileiros – rs) saindo de uma portinha e nos afirmando que ali era o restaurante.

Bom, entramos!

Vimos que o local é realmente muito pequeno e com poucas mesas. O garçom (acho que seu nome era Daniel.) que nos atendeu com um ótimo português nos perguntou se era um grande incomodo sentarmos do lado de fora do restaurante. Fomos ver e tinha, ao lado do banheiro, uma mesa para 4 pessoas. Aceitamos na hora e fomos recebidos com um breve petisquinho de queijo e azeitona pois, segundo ele, tinha muitos pedidos a ser feitos.

Adoramos a simpatia e sinceridade e, com calma, fomos decidir o que comer.
Escolhemos uma picada com vários tipos de queijos, alguns pães e salame. Pedimos a Picada “Suspiros de Cortesanas” que dizia: Onde picam 2 comem 5 (UR$ 650). Era uma senhora picada, mas, apesar da fartura, creio que a Picada de la Monja (onde picam 3, comem 6) teria sido melhor! O  vinho que escolhemos também foi indicação do “Daniel”. Queríamos provar um Tannat e queríamos um que não tivesse tanto corpo (para nos acostumarmos). Ele nos trouxe, por incrível que pareça, um dos mais baratos e que era uma delícia!!!!! O Tannat Fripp, por UR$ 140!

Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (59)

Após terminarmos a nossa picada, perguntamos se teria alguma picadinha simples para tomarmos com mais uma garrafa de vinho. Ele disse que sim e nos pediu que fossemos para dentro. O restaurante já estava fechado mas ele não se importou de ficarmos lá! E na correria do fechamento, ainda trocava algumas palavras conosco.
O pagamento foi feito em real, com nossas últimas notas (rs). E o bom foi ver que, no fim das contas, tudo deu R$ 30,00 para cada!

Meu conselho é fazer uma reserva antes! Principalmente em alta temporada

Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (60)

Mas o que fazer em Colonia do Sacramento?

Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (55)
O dia seguinte foi realmente o dia de conhecer a cidade. Pegamos a rua do albergue (a Rivadavia) e seguimos sentido o centro histórico.Nossa primeira parada foi na própria Rivadavia, 223, endereço do Centro Cultural e teatro Bastion del Carmen.
Entramos timidamente (não parecia ser aberto aos turistas) e fomos muito bem recebidos.
Dentro, é possível visitar as instalações, exposições, o pátio externo e apreciar o Rio da Prata e uma maquete do centro histórico de Colonia. Um bom local para tirar ótimas fotografias.
Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (54)
Saímos pela Rivadavia e viramos na primeira esquina sentido o porto e caminhamos pela cidade. Para uma amadora de fotografia, o céu azul que estava abrindo me presenteou com lindas fotos.

Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (43)O almoço deste dia fizemos no Anjo Preto, na rua Vasconcellos, 163. Escolhemos mais pela fome do que pelo preço. Vimos que tinha vinho a um preço razoável e ali ficamos.Na ordem da foto: A Milena foi de Chivito al Plato (UR$ 320) e o Marcos foi de Cazuela (UR$ 440);

Eu e o Thiago pedimos uma Paella para 2 pessoas (UR$ 780) e por fim pedimos um pudim de leite, chamado por ali de flan (UR$ 180).Pedimos duas garrafas de vinho Tannat (Don Pascual e Cuna) que nos custaram UR$ 350 cada garrafa e nos cobraram um cover caprichado de pão e manteiga por UR$ 30pessoa.

O lugar é agradável e o pessoal atencioso, mas a conta saiu um pouco cara (aproximadamente R$ 100.00 para cada.)

Continuamos circulando pela cidade e no fim da tarde fomos visitar o Farol. Para nossa sorte estava vazio e não pegamos muito fila. Para entrar se paga um valor de UR$ 20 (algo como R$ 2,00). Existem dois níveis de visita e aconselho a visita dos 2 níveis. Claro que o horário mais desejado é o do por do sol. Porém, não pode ficar muito tempo lá em cima. A subida é feita em grupo e há um funcionário que controla os grupos.

Saindo do Faro, fomos visitar o Portico da cidade com o que restou do muro e paramos no El Cali, para o café da tarde em um local bem a frente do muro, com café e sorvete. Infelizmente não tenho a nota fiscal deles. O café era razoável, assim como o sorvete (doce demais!).
Ao sairmos do café, apreciar o pôr do sol na margem do Rio de la Plata.
Realmente um espetáculo a parte!

Antes de voltar para o hostel, passamos no mercado para fazer uma picada no hostel. Compramos – no mercadinho Masiva da Gral Flores, 290 –  2 tipos de queijo (Gruyère e Brie), 3 garrafas de vinho (1 Pueblo del Sur e 2 Don Pascual), 2 tipos de frios (copa e salame), doce de leite Lapatita (considerado o melhor) e água. Tudo deu R$ 30,00 para cada. Aqui só aceitava dinheiro. Depois descobrimos que mais para frente tinha um mercado maior e que aceitava cartão!

Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (30)Deixamos as compras no hostel e fomos dar uma olhada no horário dos ônibus para Montevidéu na rodoviária. Ao sairmos, vimos uma barraquinha de cor amarela cheia de gente. Era o Carrito El Eslabon 

Lembramos que a senhora do CIT nos havia recomendado de comer o chivito das barraquinhas e não dos restaurantes, pois era o tradicional do morador e não do turista.

Não pensamos duas vezes! Tinha muitos tipos diferentes de chivito, no qual ele faria na hora. Como eu não estava me sentindo bem do estomago (a dor havia começado após o sorvete), pedi um hot dog (achando que iria ser normal) – rs

Bom, os lanches são tao imensos que são servidos no prato!
rsrsrs
Dia seguinte seria o dia da partida. Mas antes, fomos conhecer a Plaza del Toro, que fica distante uns 4 km do centro histórico.
Bom, fomos até o ponto de ônibus na Gral. Flores e pegamos um colectivo (UR$ 20) que para em frente à praça. Não me lembro o nome, mas perguntem no hotel. Como a cidade é pequena e organizada, os horários são certos, então perguntem também a hora que o bus passará no ponto.
O caminho com o ônibus coletivo é muito interessante. Toda a cidade antiga e histórica foi fundada por portugueses e suas ruas são caóticas, tortas, cheia de curvas e etc. O lado espanhol, ao contrário, é mais simétrico, organizado e reto (uma estrutura organizada bastante visível nos países colonizados pelos espanhóis).
Há também o bus turístico. Eu não acho que valha a pena por ser bem mais caro que o coletivo.
Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (8)

Bom, confesso: me decepcionei com a Plaza. Ok. é bonita e interessante, mas não temos permissão de entrar. A praça está longe de tudo, então, se você não pretende entrar nos museus na proximidade, pode ter ai um tempo perdido!
Como tínhamos tempo, fomos no Museu del Naufrago. Há coisas interessantes sim, mas acho que uma criança ou um historiador vai amar muito mais este museu do que eu, por exemplo! rs

Para voltar, fomos até a rambla e pegamos um táxi. Não apenas por ser mais rápido, mas para apreciarmos a parte do litoral da cidade. Esse é o caminho que o bus turístico faz!

Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (28)Deveríamos ter ido direito até a rodoviária comprar as passagens para MVD, mas fomos para o hostel. Não sei exatamente porque (rs)! Mas saímos de lá e fomos para a rodoviária e achamos passagem apenas para às 18hs (devia ser umas 13hs.). Saímos e fomos almoçar em algum restaurante da Gral. Flores. Escolhemos o El Colonial (Gral. Flores, 462). Por fora parece super tradicional, mas na verdade ele tem pompa, mas é muito simples. Não é ruim, mas não achei um bom custo/beneficio.

Primeiro veio o cubierto , que pela nota fiscal não foi cobrado, e pedimos saladas. Eu e o Thiago ficamos com uma salada de tomate e alface para 2 pessoas (UR$ 120), e a Milena escolheu a mesma, mas na porção para 1 pessoa (UR$ 70); Para beber o pessoal escolheu uma jarra com meio litro de vinho da casa (particularmente não gostei) que custou  (UR$ 70); eu, que não estava ainda bem do estomago, pedi um suco de laranja  (UR$ 65), que após receber, vi que era artificial!!!!!

Como prato principal, eu e a Milena escolhemos um nhoque a bolonhesa  (UR$ 180), até que gostosinho, o Thiago escolheu um Churrasco de quadril  (UR$ 160) e o Marcos foi de Entrecot  (UR$ 205). Total sem propina UR$ 1130 ou R$ 35,00 pra cada.

Turistandoin Uruguai Colonia do Sacramento (23)Como tínhamos tempo, voltamos para o centrinho tirar mais fotos e nos despedir desta cidade super fofinha. Para fechar com chave de ouro, fomos atrás de um café (rs), mas quis matar a saudade do meu café favorito, o Illy. Há vários cafés que servem este café e escolhemos o Ganache, que fica na Calle Real 178 esquina com a Calle Portugal.

Infelizmente não tirei foto, mas o local é muuuuito fofo! E’ uma casa antiga transformada em barzinho. Há mesas, sofás, poltronas e brinquedos espalhados pelo lugar. O menu esta escrito na parede e o pessoal que trabalha ali é extremamente educado!  Aqui o Marcos comeu o melhor doce da vida dele (e ouvimos isso até o final da viagem – rsrsrsrs – Acho que aqui em casa ele ainda vai lembrar deste doce!!). Bom, vamos aos preços. O tal doce, pasta frola de doce de leite custou (UR$ 80), a Milena ficou com um doce chamado budin. Não me lembro exatamente como era, mas ela também adorou (UR$ 60). Eu quis a media luna (UR$ 25), mas não estava tao bom como o deles – rs. Para beber, tomamos o Illy doble (UR$ 65) e a Mi ficou com um café com leite (UR$ 80).
Super recomendo!

Outros pontos turísticos de Colônia do Sacramento

(complementando com texto da Wikipedia)

A área histórica tombada pela UNESCO é definida pela rua Ituzaingó. Entre as atrações históricas destacam-se:

Fortificações de Colônia: No século XVIII, os portugueses cercaram a cidade com uma muralha e fosso. A fortaleza tinha uma única entrada, o portão de armas, decorado com o brasão português. A muralha foi demolida em meados do século seguinte, com as pedras dos muros sendo usadas para tapar o fosso. Escavações realizadas na década de 1970 permitiram a recuperação de grande parte das pedras originais da fortificação, que foram empregadas na reconstrução de um segmento da muralha e do portão de armas. Os restos de vários baluartes também são visíveis atualmente.

Ruínas do Convento de S. Francisco Xavier e Farol: Um convento franciscano foi construído entre 1683 e 1704 em Colônia, dedicado a S. Francisco Xavier. Sofreu um incêndio no final do século XVIII em que foi parcialmente destruído. Em 1857 foi levantado nas ruínas do convento um farol que ainda funciona e pode ser visitado por turistas. Do alto se pode admirar toda a paisagem da cidade e do Rio da Prata.

Basílica do Santíssimo Sacramento: A atual igreja é sucessora da primeira construída no atual território uruguaio, que não era nada mais que um casebre levantado em 1680. A igreja foi muito ampliada no século XVIII e no início do século XIX, mas em 1823 a caída de um raio causou uma explosão num depósito de pólvora localizado na sacristia, causando a derrocada de parte do edifício. Restauros realizados no século XIX e XX deram ao templo a forma atual. No interior se encontram algumas obras de arte de origem colonial.

Praça 25 de Maio: Também chamada Praça Maior, era usada para exercícios militares. Ao seu redor se encontram vários edifícios históricos importantes da zona antiga, como a Casa de Nacarello, o Farol, o Arquivo Regional, o Museu Municipal, a Casa de Lavalleja e o Museu Português.

Rua dos Suspiros: A Calle de los Suspiros é uma rua emblemática do centro histórico, corre paralela à muralha, da Praça Maior em direção ao Rio da Prata. Possui calçamento de pedra e várias casas antigas portuguesas, além de algumas espanholas; as portuguesas se distinguem facilmente por seus telhados a duas ou quatro águas. Há várias teorias sobre a origem do nome da rua, inclusive uma que afirma que ali se exercia a prostituição.

Praça Manuel Lobo: Localizada ao lado da Basílica, corresponde em parte ao pátio interno (a Praça de Armas) da cidadela portuguesa, demolida ainda no século XVIII. Na praça se encontram as ruínas da Casa dos Governadores portugueses de Colônia, excavadas na década de 1970

Pracinha do Gentil-Homem: A Plazuela del Gentilhombre tem esse nome em homenagem a Hipólito da Costa (1774-1823), fundador do primeiro jornal brasileiro – o Correio Braziliense – que nasceu numa casa da praça e viveu em Colônia até os 3 anos de idade. Várias placas comemorativas lembram o personagem.

Além destes edifícios e espaços urbanos, a história da cidade pode ser explorada nos vários museus existentes na zona antiga, sediados em edifícios de grande valor histórico.

Casa de Nacarello: Moradia da época colonial (século XVIII) com apenas um pavimento, pertencente ao período português, com paredes de pedra e teto de madeira (suas paredes e pisos se conservam desde sua construção), com móveis e objetos antigos. No interior há mobiliário português (cama, cadeiras, armários) que mostra como vivia uma família da Colônia ao redor de 1750.

O nome Nacarello faz referência ao morador mais antigo da casa que se conhece e está na Rua  Del Comercio 67. Fecha as quintas-feiras.

Museu Municipal: Sobrado de dois pavimentos, pertenceu aos secretários de governo na época portuguesa. Também foi ocupado por governadores na época espanhola e, em 1833, foi doado ao almirante Guillermo Brown como recompensa por serviços prestados junto ao general José Artigas.

Em 1951 o casarão foi convertido em museu, há salas temáticas dedicadas a cultura indígena e a paleontologia, exibindo animais empalhados e uma coleção de fósseis encontrados na região. Guarda valiosos documentos e objetos da hisotria de Colonia, sua vida social e o Real de San Carlos. Hà  mobiliário e armamento antigo, objetos relacionados à Praça de Touros de Colônia. Se encontra na rua Del Comercio, em frente a Plaza Mayor.  Permanece fechado as terças-feiras.

Museu Português: Típica e importante construção portuguesa do século XVIII casa, construída entre 1717 e 1722, conserva ainda paredes, tetos e os pisos originais. A decoração, doada pelo governo de Portugal, inclui faianças, azulejos, mesas, cadeiras, armas, tapetes e outros objetos que compõe a ambientação. Possui ainda uma sala com reproduções de mapas antigos e o escudo português original, que esteve no portão de armas da muralha. Também se situa próximo da Plaza Mayor, na Rua Enríquez de la Peña, com acessos aos jardins pela Rua  San Pedro.

Arquivo Municipal: Casa da época portuguesa, construída ao redor de 1750 e apresentando ainda boa parte da sua arquitetura original, exibe documentos importantes da época colonial, como cartas do governador Antônio Pedro de Vasconcelos e algumas antiguidades da época.
As molduras de madeira das portas, as grades das janelas, assim como alguns pisos são originais.
Está na frente da praça Manuel Lobo, na rua Misiones de los Tapes, 115, esquina da Rua del Comércio y Real. Fechado aos sábados e domingos.

Casa de Lavalleja: Segundo a tradição, nesta casa morou Juan Antonio Lavalleja, general do exército de Artigas. É sede de um museu naval.

Casa do Vice-Rei: Atualmente em ruínas, conta-se que no casarão nobre se hospedaram Vice-Reis do Rio da Prata. Um deles, Baltasar Hidalgo de Cisneros, tomou a posse do cargo das mãos de Santiago de Liniers precisamente nesta casa, em 1809, e aqui morou durante um mês. A casa foi deixada em ruínas por não haver informação sobre sua forma original.

Museu do Azulejo: Consiste em uma coleção de azulejos dos séculos XIX e XX de origem francês e catalão, além de exemplares uruguaios da década de 1840, que são os mais antigos fabricados no país. Foi inaugurado em 1988 e ocupa uma casa portuguesa do século XVII.

Museu Espanhol: Casarão português de 1720 convertido em museu dedicado à presença espanhola na região. Exibe cerâmica, trajos típicos, mapas, desenhos, pinturas, documentos e outros objetos históricos. A casa possui muitos elementos originais, incluindo as portas, uma escadaria de madeira interna e as cavalariças nos fundos.

Mapa da parte turística da cidade:




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About Juliana (www.turistando.in)

Sou a mãe do Léo quase full-time, professora de italiano (por algumas horinhas), esposa de um doutorando (que me deixa maluca) e, claro, a faz-tudo do Turistando.in!

5 thoughts on “O que ver em Colônia do Sacramento no Uruguai

  1. Ju que delícia =D Que viagem cheia de contato com os locais =D Adoro isso! Sempre busco dicas nos centros de informações turísticas, pois acredito que nada como um local para nos dizer onde ir e o que fazer na cidade.

    Eu com certeza iria amar o Chivito, amo pão com ovo =D

    Quando fui para Buenos Aires estava com tudo programado para conhecer esse encanto de cidade e infelizmente uma chuva muito forte atrapalhou todos os planos e nenhuma balsa estava cruzando o rio, terei que voltar em uma nova oportunidade e já tenho várias dicas de onde comer e o que fazer. =D

    1. Que pena, Mayte!
      Mas é um pecado conhecer Colonia em um bate e volta!

      Essa foi a viagem mais light que fiz e minha vida, sabia?
      Tìnhamos ideia de onde irìamos, mas quase nada programado!E é tão gostoso ter tempo para não ter uma viagem “engessada”!

      Sobre o Chivitos…. aquilo é monstruoso! hahahahaha
      beijinhos

  2. Que demais! Colonia parece ser um encanto mesmo! Cada post que vejo aumenta a vontade de conhecer! E o que é este Chivito! OMG!!!! Aqui em Curitiba tem uma Chiviteria, mas é metade desse aí da foto! 🙂

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